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Universidade de Lisboa abre processo disciplinar em caso de xenofobia

Cartaz colado a caixa dizia "Grátis se for para atirar a um zuca (que passou à frente no mestrado)".

A Universidade de Lisboa vai abrir um processo disciplinar num caso de comentários xenófobos dirigidos a estudantes brasileiros de mestrado esta segunda-feira ocorrido e atribuído a um grupo de humor e sátira da Faculdade de Direito da instituição.

Contactado pela Lusa, o reitor da Universidade de Lisboa (ULisboa), António Cruz Serra, confirmou que vai avançar com um processo disciplinar ao sucedido hoje na Faculdade de Direito.

"Não é admissível na ULisboa nenhum comportamento de xenofobia e serão tomadas posições para punir exemplarmente os responsáveis", disse à Lusa o reitor, que associa o caso às eleições para a associação académica da faculdade, cujas ações de campanha estão a decorrer.

Em causa está a exposição nos corredores da faculdade de cartazes com frases de teor xenófobo.

Colado a uma caixa de madeira colocada no chão, lia-se num cartaz: "Grátis se for para atirar a um zuca (que passou à frente no mestrado)".

Na caixa, identificada por outro cartaz como 'Loja de Souvenirs', estavam pedras, disse à Lusa Flora Almeida, uma das estudantes brasileiras de mestrado que primeiro denunciou a situação nas redes sociais e que confrontou o grupo 'Tertúlia' com a situação.

A direção da Faculdade de Direito também já emitiu um comunicado, no qual afirma que "não serão toleradas quaisquer ações ofensivas relativamente a alunos da Faculdade".

Esta semana decorrem ações de campanha para as eleições da associação académica da faculdade, e junto a outras mesas das listas candidatas estava também uma mesa deste grupo de humor e sátira composto por alunos da instituição, segundo relatou Flora Almeida.

Lusa

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