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Carta reconhece assédio moral por parte da eurodeputada Maria João Rodrigues

A SIC teve acesso à carta escrita pelo Presidente do Parlamento Europeu.

Perante as queixas que foram feitas, Antonio Tajani refere que o comité que investigou o caso concluiu que Maria João Rodrigues "reagiu inadequadamente" à gravidez da assistente parlamentar, dando a entender que o salário da mesma devia ser reduzido ou que a licença de maternidade devia ser recusada.

Diz também que a eurodeputada teve um "comportamento desapropriado" em várias ocasiões, por exemplo, obrigando a assistente a ficar até tarde, mesmo sem nada para fazer, para compensar as ausências por causa das consultas de gravidez.

A carta refere ainda a pressão que foi feita em diversas ocasiões, quer para ir trabalhar mesmo doente, quer para abdicar de dias de férias. Acrescenta que a forma e o tom como Maria João Rodrigues fazia exigências, como por exemplo para a assistente lhe ir buscar café ou mesmo o almoço, era "desadequado".

Recorde-se que a eurodeputada socialista foi alvo de uma sanção com uma repreensão escrita por ter sido dado como provado o assédio moral sobre a assistente.

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