País

Feridos graves de acidente nos Açores em situação estável

Rui Caria

Os quatro feridos graves do atropelamento que ocorreu esta 3.ª feira numa procissão, na ilha Terceira, nos Açores, continuam internados, mas em "situação estável".

A mulher de 60 anos que estava "numa situação mais delicada" foi operada ontem à noite e está nos cuidados intensivos, mas a sua situação neste momento é "estável", segundo a mesma fonte.

O acidente ocorreu às 20:29 locais (mais um hora em Lisboa) de terça-feira, quando uma viatura atropelou pessoas que participavam numa procissão de velas, em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, na freguesia das Quatro Ribeiras, no concelho da Praia da Vitória.

Segundo dados revelados pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, o acidente provocou duas vítimas mortais e 13 feridos, quatro dos quais graves.

Os feridos ligeiros, encaminhados para o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira e para o Centro de Saúde da Praia da Vitória, já tiveram alta, à exceção de um.

As vítimas mortais eram do sexo feminino e tinham 68 e 84 anos.

Entre os feridos contam-se oito do sexo feminino e cinco do sexo masculino, a maior parte dos quais com mais de 40 anos.

Para o local do acidente, no concelho da Praia da Vitória, dirigiram-se 24 bombeiros e 11 veículos, para além da equipa de Suporte Imediato de Vida, da Polícia de Segurança Pública, e do Serviço Municipal de Proteção Civil.

Entretanto, a PSP disse à Lusa que o condutor não apresentou álcool ou estupefacientes nos testes realizados

"O condutor tem 32 anos e dos testes realizados não houve deteção de álcool ou estupefacientes", afirmou fonte da Direção Nacional da PSP, adiantando que o homem conduzia uma viatura ligeira de mercadorias.

Numa conferência de imprensa, o secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís, que tutela a Proteção Civil, disse que foi enviada uma equipa de apoio psicossocial para o local e outra para o Hospital da Ilha Terceira.

Questionado sobre os motivos que terão provocado o acidente, Rui Luís disse não ter informações, acrescentando que "a Polícia de Segurança Pública é que está com o caso entre mãos situação".

Com Lusa