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PJ detém ex-diretor da Misericórdia de Ponte de Sor suspeito de crimes económicos

Suspeito ter-se-á apropriado de um montante de cerca de 300 mil euros.

Um antigo diretor e contabilista de uma Santa Casa da Misericórdia do distrito de Portalegre foi esta quarta-feira detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas dos crimes de peculato e participação económica em negócio, foi anunciado.

Fonte policial contactada pela agência Lusa adiantou que o detido era, à data dos factos referidos pela PJ, entre 2009 e 2018, funcionário da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Sor.

Em comunicado, a PJ revelou que, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou esta quarta-feira uma operação que culminou com a detenção de um "homem de 52 anos, suspeito da autoria dos crimes de peculato e participação económica em negócio".

"Em causa estão atos praticados pelo suspeito, entre 2009 e 2018, enquanto exerceu as funções de Diretor Coordenador e Contabilista Certificado de uma Santa Casa da Misericórdia situada no distrito de Portalegre", pode ler-se no comunicado.

A operação, efetuada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público (DIAP de Évora), já permitiu recolher "fortes indícios" de que o suspeito "se terá apropriado indevidamente de valores pertencentes" à Santa Casa da Misericórdia onde desempenhava os cargos, "no montante até ao momento apurado de cerca de 300 mil euros".

Segundo a PJ, o homem alegadamente "utilizava essas quantias para suportar todo o tipo de despesas pessoais, despesas do seu agregado familiar e despesas da sua empresa".

A operação da PJ envolveu a realização de duas buscas domiciliárias e cinco buscas não domiciliárias, tendo sido "recolhidos importantes meios de prova dos factos em investigação", é assinalado no comunicado.

"A investigação prossegue no sentido de determinar, em concreto, todas as condutas criminosas e o seu alcance, bem como apurar o prejuízo causado à instituição em causa", acrescentou a PJ.

A fonte policial contactada pela Lusa revelou que o detido vai ser presente, na quinta-feira, às autoridades judiciárias competentes.

Lusa