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Lançada hoje campanha contra "flagelo" dos acidentes rodoviários

(Arquivo)

Através de "testemunhos dramáticos", a Autoridade Nacional de Segurança pretende alertar os automobilistas para a importância de adotarem comportamentos responsáveis na estrada.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) lançaram hoje uma campanha de prevenção contra o "flagelo" da sinistralidade nas estradas portuguesas.

A campanha "Estrada e Consequência" foi lançada no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA) e vai dar eco a testemunhos reais de pessoas que viveram "o drama de um acidente e que passaram por difíceis processos de reabilitação" no CMRA, da Santa Casa da Misericórdia, tendo algumas delas ficado com marcas físicas para o resto das suas vidas.

Em comunicado, a ANSR refere que estes "testemunhos dramáticos" vão passar diariamente e durante 12 semanas na rádio TSF.

Segundo a ANSR, a campanha "Estrada e Consequência" tem como objetivo alertar e sensibilizar os cidadãos para a importância de adotarem comportamentos preventivos e responsáveis na estrada.

"Automobilistas, motociclistas, ciclistas ou peões, todos devem estar cientes dos potenciais perigos e consequências que podem advir de eventuais comportamentos irresponsáveis na estrada ou em qualquer via pública", sublinha a Segurança Rodoviária.

A ANSR chama ainda a atenção para os fenómenos mais recentes de mobilidade urbana, como as trotinetes ou outro tipo veículos de motorização elétrica, que devem ser cada vez mais tidos em conta devido ao número crescente de utilizadores e, consequentemente, de acidentes.

Dados provisórios hoje publicados pela ANSR indicam que o número de mortos nas estradas portuguesas subiu nos primeiros cinco meses do ano relativamente ao período homólogo, bem como o número de feridos graves, apesar de se terem registado menos acidentes.

De acordo com o último balanço da ANSR, entre 01 de janeiro e 31 de maio deste ano 192 pessoas morreram nas estradas portuguesas, mais 10 do que no período homólogo (182).

No mesmo período foram registados 802 feridos graves, mais 73 do que nos primeiros cinco meses de 2018.

Nos primeiros cinco meses deste ano registaram-se 52.737 acidentes, menos 59 do que em igual período do ano passado (52.796).

Lusa

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