País

13 detidos em megaoperação da GNR que desmantelou rede que enganava idosos

Investigação durou 2 anos e sinalizou mais de 30 vítimas que terão sido lesadas em mais de 100 mil euros.

A GNR acredita que desmantelou uma rede criminosa que se dedicava à prática de roubos e de furtos a idosos, com a detenção hoje de 13 dos elementos, durante uma operação nos distritos de Lisboa e de Setúbal.

Em comunicado a GNR confirma megaoperação com 275 elementos das Forças de Segurança, entre militares da GNR, Grupo de Intervenção de Ordem Pública e Comandos Territoriais de Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, e elementos da Polícia de Segurança Pública.

Em causa está uma investigação que já dura há dois anos a vários suspeitos que se faziam passar por enfermeiros, assistentes sociais do centro de saúde, empregadas de limpeza a mando da paróquia local para enganar, furtar ou roubar idosos.

No processo constam mais de 30 vítimas e um esquema que passava por selecionava as vítimas, maioritariamente idosos vulneráveis da zona interior do país. Ao que a investigação conseguiu apurar os suspeitos entravam nas residências das vítimas para praticarem os furtos de dinheiro ou ouro e chegavam a recorrer à violência sempre que as vítimas ofereciam resistência.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da Unidade de Intervenção da GNR, Tenente-Coronel Carlos Almeida, explicou que, além dos 13 elementos já detidos, de nacionalidade portuguesa, é previsível que no decorrer do dia de hoje sejam detidos mais três suspeitos de pertencerem a esta rede criminosa.

Antecedentes criminais

O oficial referiu que os 16 suspeitos no total, 12 mulheres e quatro homens, com idades entre os 20 e os cerca de 40 anos, já tinham todos antecedentes criminais por roubos e furtos, acrescentando que, no âmbito deste inquérito, "há vários" outros arguidos constituídos, os quais se encontram em prisão preventiva ou em prisão domiciliária ao abrigo de outros processos.

Este grupo atuava, sobretudo, nos distritos de Lisboa e de Setúbal (nos concelhos de Loures, Sintra e Montijo), mas há registo de assaltos a residências perpetrados por estes elementos noutras zonas do país, nomeadamente em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, e em Castelo Branco, segundo o Tenente-Coronel Carlos Almeida.

O oficial de Relações Públicas da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR) indicou que a operação está ainda em curso e que os detidos serão presentes na tarde de quarta-feira ao Tribunal de Instrução Criminal de Sintra para primeiro interrogatório judicial.

O marido de uma das 13 pessoas detidas esta manhã pela GNR no concelho de Loures acusa a polícia de forçar a entrada em casa, apesar das autoridades virem munidas de mandado de detenção.

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