País

Grandes empresas ajudam na divulgação de mudanças de comportamentos para combater incêndios

A campanha "Portugal Chama" teve início a 28 de janeiro e entra hoje numa nova fase.

A campanha "Portugal Chama", que tem como objetivo sensibilizar toda a população para o problema dos incêndios rurais, entra hoje numa nova fase, que mobiliza grandes empresas para alertar para comportamentos de risco, como queimadas e fogueiras.

Coordenada pela Agência para a Gestão Integrada de Incêndios Rurais (AGIF), a campanha "Portugal Chama" teve início a 28 de janeiro e a primeira fase foi direcionada para a mobilização dos proprietários para a limpeza e gestão da vegetação à volta das casas, através de publicidade nas televisões, rádios e jornais nacionais e regionais, além do site na internet e de uma linha telefónica.

A partir de hoje, a campanha vai contar com mobilização de grandes empresas nacionais, que aceitaram o desafio lançado pelo Ministério da Economia para alertar os seus colaboradores e clientes para a necessidade de evitar comportamentos de risco e contribuir para a redução de incêndios.

O presidente da AGIF disse à agência Lusa que inicialmente o "grande enfoque" foi a mobilização dos proprietários e de toda a sociedade em geral para o tema dos incêndios e demonstrar que "o perigo é real", fazendo chegar a mensagem para a necessidade da limpeza e gestão da vegetação à volta das casas e património florestal, uma vez que a terra pertence a 98% de proprietários privados.

"Nesta fase em que estamos agora, a preocupação é chamar a atenção para a necessidade de adaptar os comportamentos para reduzir ignições. Apesar de todos os meios disponíveis de combate a incêndios, temos de reduzir a probabilidade de haver incêndios", sublinhou Tiago Oliveira.

Nesse sentido, adiantou, a campanha vai ser mais direcionada para os comportamentos de risco devido ao verão, tendo em conta que mais de 60% dos incêndios são resultado de queimas, queimadas ou fogueiras mal feitas.

"Não faça fogueiras, não queime matos, não faça queimadas, não queime sobrantes. É esse o enfoque e as empresas, porque têm a rede dos seus colaboradores, fornecedores de serviços e clientes são um veículo privilegiado para passar um conjunto de mensagens", disse.

Tiago Oliveira explicou que as empresas tiveram acesso a todos os materiais concebidos e produzidos no âmbito da campanha e agora vão usar essas mensagens para que "não se faça queimas, queimadas e fogueiras".

O presidente da AGIF recordou que cerca de 85% dos incêndios começam a menos de 500 metros de uma estrada ou de áreas habitadas ou cultivadas.

EDP, Altice, Galp, BP, Prio, Brisa, Ascendi, Jerónimo Martins, Sonae, Delta e CTT são algumas das marcas que aceitaram o desafio e que vão divulgar as mensagens pelos seus colaboradores e clientes, realizando-se hoje de manhã no Ministério da Economia a cerimónia de apresentação desta parceria, que conta também com diversas associações, como a Associação da Indústria Papeleira, Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e Associação Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor.

Segundo dados da AGIF, a campanha "Portugal Chama", através da televisão, alcançou 7,8 milhões de pessoas e na imprensa escrita foram publicados 14 anúncios nos meios nacionais e 10 regionais, enquanto os 'spots' foram transmitidos 6.125 vezes em rádios locais e os meios digitais atingiram 1,4 milhões de visualizações.

A campanha chegou às comunidades rurais com a colocação de 200 'outdoors' e o 'site' 'Portugal Chama' teve mais de 2100 acessos por semana desde janeiro.

A linha telefónica de apoio 808 200 520 recebeu desde 01 de fevereiro mais de 29.000 chamadas sobretudo relacionadas com denuncias ambientais, limpeza de vegetação, queimas e queimadas.

Lusa

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