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Família abandona prédio Coutinho com garantia de que pode regressar

Família abandona prédio Coutinho com garantia de que pode regressar

Uma das famílias viu-se obrigada a abandonar o edifício para visitar familiar que se encontra em estado grave.

Sete dias depois, uma das seis famílias que se recusou a sair do prédio Coutinho viu-se obrigada a abandonar o edifício, mas o presidente da Câmara terá dado a garantia de que podem depois voltar a entrar em casa. A explicação é dada pelo morador, Agostinho Correia.

Batalha sem fim à vista

O prédio Coutinho é num edifício de 13 andares cuja demolição está prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, por ser considerado um "aborto urbanístico".

No entanto, a batalha judicial iniciada pelos moradores vem impedindo a concretização do projeto, iniciado quando José Sócrates era ministro do Ambiente.

Para o local onde está instalado o edifício, está prevista a construção do novo mercado municipal da cidade.

A ação de despejo dos nove últimos moradores no prédio esteve prevista para as 09:00 de segunda-feira, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de abril, que declarou improcedente a providência cautelar movida em março de 2018.

No entanto, os moradores recusaram-se a sair e mantêm-se no prédio.

A VianaPolis já cortou a eletricidade, o gás e a água do prédio, estando também proibida a entrada de alimentos.

Quem sair do prédio, já não é autorizado a entrar, mas a VianaPolis abriu uma exceção para o caso de hoje, tendo em conta que em causa está um grave problema de saúde.

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