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Baleia em decomposição detetada junto à costa em Setúbal

Animal deverá ter "entre oito a dez metros".

O cadáver de uma baleia em avançado estado de decomposição andou à deriva ao largo de Setúbal, nos últimos dias, e está este domingo em águas do porto local, "numa zona rochosa junto à costa", revelou a Polícia Marítima.

"Nós estamos a monitorizá-lo [o cadáver] desde sexta-feira, até porque podia representar um perigo para a navegação. Neste momento, no sítio onde está, já não representa esse perigo", disse à agência Lusa Luís Lavrador, capitão do Porto de Setúbal e responsável do Comando Local da Polícia Marítima (PM).

Segundo o comandante da PM, o cadáver da baleia, que deverá ter "entre oito a 10 metros" e se encontra "em avançado estado de decomposição", foi identificado "primeiro à deriva fora do Porto de Setúbal, no mar".

"Estivemos sempre a fazer a monitorização, com recurso a uma pequena lancha", disse o capitão do porto, realçando ter sido emitido também "um aviso aos navegantes, para que todas as pessoas soubessem que se encontrava esta carcaça da baleia à deriva".

No sábado, continuou, a baleia "andou a entrar e a sair da barra de Setúbal", mas, depois, "acabou por entrar no porto, devido à força da corrente e do vento".

"A minha maior preocupação era a segurança da navegação. Agora, haverá outros cuidados a adotar, porque a baleia está em decomposição e vai ter de ser removida", mas "avisámos logo a Administração do Porto de Setúbal para que possa tomar as medidas tidas por convenientes", destacou.

Luís Lavrador explicou à Lusa que o cadáver continua hoje "dentro da área da Administração do Porto de Setúbal, na água, numa zona rochosa junto à costa", na área da Comenda, sob monitorização da PM.

"A maré vai mudar ao final da tarde e estamos só à espera para confirmar que a carcaça fica naquele sítio. Se ficar onde está, naquela zona, vai ter de ser removida a partir dali porque já está em avançado estado de decomposição", sublinhou.

Segundo o comandante da Polícia Marítima, caberá depois à Administração do Porto de Setúbal, que "disse que ia tomar as medidas consideradas adequadas", desenvolver "as ações que entender no sentido de resolver a situação".

Com Lusa