País

Homem condenado a 18 anos de prisão por morte da mulher

Homem terá ainda de pagar uma indemnização de 105 mil euros à filha do casal.

O Tribunal de Leiria condenou esta terça-feira um homem a 18 anos e seis meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver da mulher, em julho de 2018, no Bombarral.

O coletivo de juízes deu como provado que o homem matou a mulher, estrangulando-a com a gola da sua camisa de noite, e que depois a abandonou num pinhal.

O tribunal condenou o homem a 18 anos pelo crime de homicídio qualificado e a um ano de prisão pelo crime de profanação de cadáver. Em cúmulo jurídico, o arguido foi condenado na pena única de 18 anos e seis meses.

O homem terá ainda de pagar uma indemnização de 105 mil euros à filha do casal. O arguido estava ainda acusado de violência doméstica, mas o tribunal considerou que este crime não se provou.

Depois de ouvir a condenação, o suspeito tentou falar, referindo que era injusta a pena, negando - tal como o fez quando prestou declarações - que tenha matado a mulher.

Segundo a acusação, nos últimos oito anos, o arguido, 50 anos, pedreiro, várias vezes discutiu e agrediu fisicamente a mulher, com quem se encontrava casado desde o ano 2000, tendo aquela recebido várias vezes assistência hospitalar, sem nunca se ter queixado à polícia. As discussões e agressões ocorriam muitas vezes na presença da filha de ambos.

Na noite de 10 de julho de 2018, a vítima sentiu-se maldisposta depois de ingerir um líquido, que pensava ser água, e, em vez de ir dormir com a filha como era hábito, foi deitar-se no quarto do arguido, onde esperou que aquele lhe levasse chá.

Segundo a acusação, o homem, com a gola da camisa de noite da mulher, "apertou-a com força à volta do pescoço daquela, asfixiando-a" até ela deixar de se mexer e parar de respirar, vindo a morrer por estrangulamento.

Depois, o agressor carregou o corpo até ao exterior da habitação, colocou-o na caixa aberta da sua carrinha e transportou-o até um pinhal, a três quilómetros de casa, já no concelho do Cadaval, distrito de Lisboa, onde o abandonou.

De seguida, regressou a casa e foi dormir.No dia seguinte, a mulher foi procurada pela filha e pelas amigas, enquanto o arguido fez a sua vida normal, sem se preocupar com o seu alegado desaparecimento e, só depois da insistência destas, dirigiu-se à GNR do Bombarral para apresentar queixa.

No dia 12 de julho de 2018, o corpo foi encontrado por um popular, que alertou as autoridades, enquanto o arguido veio a ser detido por ser o principal suspeito.O arguido vai continuar em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Caxias.

Lusa

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