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Hospital de Gaia investe 3 milhões em equipamentos médico-cirúrgicos até final do ano

Diretor clínico fala em material obsoleto que tem de ser substituído.

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE) estima canalizar 3,1 milhões de euros para equipamentos médico-cirúrgicos até ao final do ano, tendo já feito um primeiro investimento de 1,1 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira.

Em termos de recursos humanos, a unidade hospitalar contratou 219 profissionais de saúde durante 2018 (26 médicos, 110 enfermeiros, 17 técnicos superiores de diagnóstico e 66 assistentes técnicos, assistentes operacionais e técnicos superiores) e 47 no primeiro semestre de 2019 (seis médicos, 22 enfermeiros, três técnicos superiores de diagnóstico e 20 assistentes técnicos, assistentes operacionais ou técnicos superiores), explica, em nota enviada à Lusa.

"Foram também atribuídas 37 vagas ao CHVNGE, no âmbito do Processo Simplificado de Seleção de Médicos Especialistas (Despacho nº4947-E/2019)", acrescenta.

A divulgação destes dados surge dois dias depois de o diretor clínico, José Pedro Moreira da Silva, dizer existirem "máquinas estragadas e que não foram substituídas", na sequência de uma visita do bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

"Continuamos com três problemas bicudos [desde o último ano] que é falta de gente, médicos, enfermeiros e assistentes operacionais, material obsoleto que tem de ser substituído e isto num hospital que está subfinanciado. Há máquinas estragadas e não foram substituídas", disse Moreira da Silva, que não precisou o número nem que tipo de equipamentos estão parados, mas enumerou serviços como urologia, cirurgia plástica e neurocirurgia.

O CHVNGE é uma unidade hospitalar onde no ano passado 52 diretores clínicos ameaçaram demitir-se em várias ocasiões e que está desde abril a ser liderada provisoriamente por José Pedro Moreira da Silva, após a saída do anterior presidente do conselho de administração, António Dias Alves.

Quanto à questão das obras, a unidade de saúde esclarece estarem a decorrer na Unidade 1 (Hospital Eduardo Santos Silva), devendo o internamento do serviço de urologia ser transferido para as novas instalações a 22 de agosto. Além disso, prevê-se a transferência do serviço de urgência para o novo edifício hospitalar e a instalação total do serviço de imagiologia nesta área no início do próximo ano, concluindo assim a Fase B do projeto.

Em simultâneo, decorrem obras de ampliação e melhoria do serviço de patologia clínica.Neste momento está ainda a decorrer a análise funcional da Fase C da empreitada, o que permitirá avançar com o procedimento de concurso público, sustenta.

A Fase C prevê a transferência de todos os serviços associados à Unidade 2, localizada no centro de Gaia (Unidade da Mulher e Criança), assim como um novo internamento do serviço de ortopedia e neurocirurgia.No âmbito do Plano de Reabilitação Integrado do CHVNGE, as intervenções necessárias não se esgotam com a Fase C, tendo já sido lançados os concursos públicos para oftalmologia (requalificação da consulta externa) e otorrinolaringologia (requalificação e reorganização do espaço), conclui.

Lusa