País

Laboratório militar vai produzir medicamentos não comercializados

George Frey

Esta instituição vai servir também as forças nacionais destacadas e civis.

O Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos (LMPQF) vai integrar a estrutura orgânica do Exército, tendo como um dos objetivos produzir medicamentos que não sejam autorizados ou comercializados em Portugal, anunciou esta quinta-feira o Governo.

De acordo com comunicado divulgado após reunião que decorreu esta quinta-feira, o Conselho de Ministros adianta que aprovou o decreto-lei que "define os termos da fusão" do laboratório "na estrutura orgânica do Exército, funcionando como órgão de apoio todos os ramos das Forças Armadas".

Segundo fonte oficial do Ministério da Defesa Nacional, esta instituição vai servir também as forças nacionais destacadas e civis, sendo o objetivo garantir uma "maior participação na sociedade".

De acordo com a nota do Conselho de Ministros, o laboratório militar, que foi criado durante a 1ª Guerra Mundial e funciona em Lisboa, "terá como missão produzir medicamentos que não se encontrem autorizados ou comercializados em Portugal e que sejam imprescindíveis na prática clínica e medicamentos manipulados, a distribuir pela rede hospitalar do Serviço Nacional de Saúde".

O documento acrescenta que sairão também do LMPQF "medicamentos necessários para fazer face a situações de emergência ou de epidemia, e medicamentos, preparações e substâncias à base da planta canábis".

Atualmente, este laboratório já é responsável pela produção de metadona e de medicação para doenças raras, referiu o Ministério da Defesa.

O Governo explica também que, "sendo reconhecido que o modelo vigente de enquadramento orgânico do LMPQF enquanto estabelecimento fabril do Exército, não apresenta as condições mais adequadas para responder aos desafios atuais, importa proceder à restruturação daquele organismo".

Com esta resolução, "conclui-se, deste modo, o processo de reforma dos estabelecimentos fabris do Exército e dá-se mais um passo no processo de reforma do Sistema de Saúde Militar", salienta a nota divulgada à comunicação social.

O Governo refere ainda que o laboratório "é uma instituição centenária, que remonta à Farmácia Central do Exército, sua antecessora, e que tinha por missão o fornecimento de material farmacêutico e medicamentos a todos os estabelecimentos militares".

Lusa

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