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Duas deputadas do PSD constituídas arguidas no caso das falsas presenças

Em causa estão crimes de abuso de poder e falsidade informática.

Duas deputadas do PSD foram constituídas arguidas no caso das falsas presenças de deputados no hemiciclo.

A Comissão de Ética aprovou esta sexta-feira o levantamento da imunidade parlamentar a Maria das Mercês Borges e Emília Cerqueira

As deputadas são consideradas suspeitas dos crimes de abuso de poder e falsidade informática, depois de terem validado em mais do que uma ocasião as presenças em plenário dos colegas de bancada José Silvano e Feliciano Barreiras Duarte.

O caso foi noticiado no jornal Expresso, no final de 2018 e o Ministério Público abriu um inquérito do qual resultou a constituição como arguidas das duas parlamentares.

Emília Cerqueira admitiu na altura ter registado "inadvertidamente" a presença de José Silvano, quando este nem se encontrava em Lisboa.

Já Mercês Borges registou a presença de Feliciano Barreiras Duarte durante a votação do Orçamento do Estado para 2019, num momento em que o parlamentar já não se encontrava na Assembleia da República.

O Parlamento autorizou também o levantamento da imunidade a José Silvano, que será ouvido, mas na qualidade de testemunha e a Feliciano Barreiras Duarte, constituído arguido, mas no caso da alegada falsificação do curriculum.