País

Morreu jovem baleado na cabeça junto a discoteca no Algarve

A vítima, de 19 anos, trabalhava na discoteca Lick. Autor dos disparos está em fuga.

Um jovem de 19 anos do staff da discoteca Lick em Vilamoura, no concelho de Loulé, foi hoje gravemente ferido a tiro na cabeça e acabou por não resistir aos ferimentos, segundo apurou a SIC.

O autor dos disparos, que se encontra em fuga, terá sido impedido de entrar na discoteca e regressou com uma arma.

As autoridades acreditam que o alvo era o segurança da Lick, mas o homem que terá disparado pelo menos dois tiros acabou por atingir o jovem colaborador do espaço noturno, que foi atingido na cabeça enquanto distribuia pulseiras à porta da discoteca.

O repórter João Tiago, correspondente da SIC no Algarve, está a acompanhar o caso:

"O alegado autor do disparo pôs-se em fuga num motociclo que, entretanto, já foi recuperado pelas autoridades. Contudo, até ao momento ainda não encontrado", disse à Lusa fonte do Comando Geral da GNR, cerca das 8:00.

A GNR adiantou ainda que a vítima foi transportada para o hospital de Faro, onde acabou por morrer.

De acordo com o que a SIC apurou, o autor dos disparos é cliente habitual da discoteca e teria um relacionamento com uma funcionária do estabelecimento.


Anteriormente, uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro tinha indicado que o alerta para a "agressão com arma de fogo", que ocorreu no exterior da discoteca, foi dado às 3:49.


No local estiveram 14 operacionais, seis viaturas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e Guarda Nacional Republicana (GNR.


A investigação do caso está agora a cargo da Polícia Judiciária.

Pelo menos mil pessoas no interior da discoteca no momento dos disparos

Segundo a gerência, dentro da discoteca estariam entre mil a duas mil pessoas. Fernando Pacheco, gerente do espaço, garantiu à SIC que ninguém se apercebeu dos disparos.

Fernando Pacheco lamentou, numa nota enviada à Lusa, os acontecimentos ocorridos no exterior do espaço e que "culminaram na morte de um colaborador".

"O Lick encontra-se atualmente a prestar o apoio à família, tendo já prestado todo o apoio às autoridades competentes para que o(s) responsável(is) por estes atos seja(m) levado(s) à justiça o quanto antes", é referido na nota.

Fernando Pacheco adiantou à Lusa que o jovem, que foi baleado na cabeça, era um colaborador da discoteca que estava à porta a colocar pulseiras de acesso ao espaço.


Na nota, o responsável sublinha que "é tempo de acabar com a violência junto de espaços de diversão noturna, em particular, contra colaboradores que apenas se encontram a desempenhar funções e que, neste caso, teve por resultado a morte de um jovem de 19 anos que prestava serviços ao Lick".

"A Lick manterá a sua contribuição ativa para que os utentes dos espaços de diversão noturna e os seus colaboradores e funcionários possam usufruir destes espaços sem serem expostos a atos de violência gratuita de cidadãos que não respeitam os mais basilares princípios de convivência social e respeito pela vida humana", é ainda referido.