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Cordão humano contra o amianto nas escolas corta trânsito em três avenidas de Moscavide e Portela

Protesto mobiliza esta manhã pais, alunos e professores.

Pais, alunos e professores realizam hoje um cordão humano para exigir a retirada do amianto no agrupamento de escolas da Portela e Moscavide. Está ainda marcada uma marcha de protesto junto às escolas.

Em declarações à agência Lusa, André Julião, encarregado de educação e coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA), explicou que o protesto terá início às 08:50 de quinta-feira e implicará o corte de trânsito em três avenidas da freguesia de Moscavide e Portela.

A ação de protesto terá início à porta da Escola Básica 2,3 Gaspar Correia e da secundária da Portela e culminará junto ao centro comercial da Portela, onde se realizará um cordão humano.

"Vamos, mais uma vez, alertar para a necessidade de se remover, imediatamente, todo o amianto que existe nas escolas. Quer na Escola Básica Gaspar Correia, quer na Secundária da Portela existem inúmeros materiais que contém amianto", alertou.

O coordenador do MESA sublinhou que "a comunidade escolar está muito unida em torno deste tema" e que não vai desistir até que "seja ouvida pelo próximo ministro da Educação".

"Ao longo da legislatura que passou pedimos várias vezes para ser ouvidos, mas isso nunca aconteceu. Aquilo que esperamos é que o próximo ministro se digne a encarar este problema com a seriedade que se exige e não com o desleixo e a leviandade com que os seus antecessores o têm feito", sublinhou.

Outra integrante deste movimento é Carla Barreto, que leciona na Escola Secundária da Portela e que destacou à Lusa o envolvimento dos alunos nesta questão.

Segundo a explicação dada pela Direção-Geral de Saúde (DGS), na sua página da internet, o amianto é a designação comercial utilizada para a variedade fibrosa de seis minerais metamórficos de ocorrência natural

.Devido às suas propriedades, o amianto teve, sobretudo entre 1945 e 1990, numerosas aplicações, nomeadamente na construção de edifícios, estando presente em materiais, como as telhas de fibrocimento, revestimentos e coberturas de edifícios, gessos e estuques, revestimentos à prova de fogo, revestimentos de tetos falsos, isolamentos térmicos e acústicos, entre outros.

Em Portugal, a utilização e comercialização de amianto, ou de produtos que o contenham, foi proibido a partir de 01 de janeiro de 2005.

Com Lusa