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Homem morto à pedrada num apartamento no Seixal

(Arquivo)

RODRIGO ANTUNES /LUSA

No mesmo edifício deflagrou um incêndio em circunstâncias ainda por apurar.

Um homem de 65 anos foi morto esta segunda-feira, alegadamente à pedrada, num apartamento no Seixal, no distrito de Setúbal, onde depois deflagrou um incêndio em circunstâncias ainda por apurar, informou fonte da PSP.

"Fomos chamados para uma ocorrência por causa de um incêndio em que também haveria uma vítima, mas, quando chegámos ao local constatámos que teria sido um homicídio", adiantou à Lusa fonte da PSP de Setúbal.

Ao chegar ao local, a polícia falou com algumas testemunhas, que "indicaram a descrição do suspeito", um homem de 47 anos, que a PSP já conseguiu "intercetar e deter".

Segundo a mesma fonte, as testemunhas no local também informaram que "viram o suspeito a bater com pedras na vítima", um homem de 65 anos.

No entanto, esta informação só poderá ser confirmada "com a análise ao cadáver", acrescentou a PSP.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, o alerta para o incêndio foi dado às 13:49, para uma habitação na praceta Almeida Garrett, no Seixal, tendo o edifício sido evacuado de imediato.

Deste incidente, resultaram "14 vítimas transportadas para o Hospital Garcia de Orta", em Almada, por "inalação de fumos", além de outras três vítimas que foram assistidas no local e "um cadáver que supostamente sofreu agressões".

O CDOS indicou também que a vítima mortal era proprietário da residência onde o incêndio começou e que esta habitação "foi a única que ficou danificada".

Segundo a PSP, a vítima e o suspeito "não tinham parentesco", mas ainda "não têm conhecimento" sobre qual a relação entre ambos.

Além disso, também não há certezas sobre "o que deu origem ao incêndio", apenas que "a vítima era um acumulador". O alegado agressor encontra-se detido e agora será a Polícia Judiciária (PJ) a fazer a investigação do crime.

A agência Lusa contactou a PJ, que apenas confirmou que "foi reportada uma ocorrência com um morto", a qual tomaram conta "por se tratar da suspeita de crimes da competência" desta autoridade.

Lusa