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Quatro portugueses retidos numa gruta em Espanha

Em atualização

Pedro Puente Hoyos/ EPA

Equipa de resgate conseguiu chegar junto dos quatro portugueses presos na gruta de Cueto-Coventosa.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO ÀS 14h03

Quatro portugueses estão presos há dois dias numa gruta, em Espanha. São espeleólogos experientes mas foram surpreendidos pela subida repentina das águas que bloqueram a saída. Está em curso uma operação de resgate, que já conseguiu localizar os quatro portugueses e, ao início da tarde, já se encontrava junto do grupo.

Os quatro espeleólogos retidos numa gruta no norte de Espanha estão numa "galeria problemática" muito conhecida e apenas aguardam que o caudal de água baixe para saírem sem problemas maiores, segundo um membro da equipa de portugueses.


"Sabemos onde estão e é com toda a normalidade que esperamos que a água baixe para que saiam", disse à agência Lusa Marco Afonso, também espeleólogo e membro de uma equipa de sete pessoas do Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto, que se deslocou no fim de semana às grutas de Cueto-Coventosa, no norte de Espanha.

O embaixador de Portugal em Madrid afirmou que, "aparentemente", os quatro portugueses retidos numa gruta no norte de Espanha "estão bem", depois de falar com as autoridades de proteção civil da Cantábria que os estão a tentar resgatar.


"Estamos em contacto com as autoridades de proteção civil e aparentemente estão bem", disse Francisco Ribeiro de Menezes à agência Lusa, acrescentando que "se for necessário" o cônsul de Portugal em Bilbau irá até ao local, o que ainda não está previsto.

Os portugueses pertencem ao Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto.


Segundo informação dada pelas autoridades de proteção civil, as condições meteorológicas de hoje dão conta de uma acalmia no estado do tempo, mas na terça-feira pode ser mais instável.


"O nível da água no interior da gruta subiu muito e isso não estava previsto pela equipa que desceu no sábado", disse Vítor Gandra, coordenador da secção de espeleologia do Clube de Montanhismo Alto Relevo, que ainda hoje vai para Espanha.


A equipa portuguesa de espeleologia, que tinha programado a viagem à gruta para entre sexta-feira e hoje, é formada por sete elementos, três da equipa de apoio que ficou no exterior da gruta e quatro que estão retidos.

Equipa de Socorro aguarda que nível de água baixe

As equipas de socorro que tentam resgatar os quatro portugueses retidos numa gruta no norte de Espanha esperaram pela descida do nível da água, para entrarem na gruta, disse à Lusa uma fonte da Fundação de Espeleosocorro Cántabro.


"Estamos à espera que baixem os níveis da água, para depois subirmos ao encontro dos quatro portugueses que, em princípio, estão bem e à nossa espera", disse esta manhã à agência Lusa Martín González Hierro, da Fundação Espeleosocorro Cántabro (ESOCAN).


González Hierro explicou que a equipa de auxílio está no local, na gruta de Cueto-Coventosa, na Cantábria, desde as 20:00 (19:00 em Lisboa) de domingo.

Portugueses desaparecidos entraram sábado na gruta de Cueto-Coventosa


Os quatro portugueses entraram no sábado pela entrada de Cueto às 11:00 (10:00 em Lisboa), de acordo com o serviço de emergência espanhol, citado pela EFE.


Na ausência de notícias dos espeleólogos, outros três companheiros entraram ao meio-dia (11:00 em Lisboa) de domingo por Coventosa para ver se os encontravam, mas o elevado nível da água impossibilitou que prosseguissem a marcha.

Quatro catalães desaparecidos na mesma grupa há poucos meses, adianta uma publicação espanhola na rede social Twitter:

Assim, às 16h30 (15:30 em Lisboa), notificaram o centro de coordenação do 112, a partir do qual foi mobilizado o dispositivo de resgate.


A operação integra a equipa de espeleologia da Cantábria (ESOCAN), além de técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.

Autoridades contam retirar os portugueses da gruta até ao final do dia