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Tribunal absolve homem acusado de ter matado a mãe em Ribeira de Pena

Tribunal absolve homem acusado de ter matado a mãe em Ribeira de Pena

Tribunal considerou que não há provas quanto a autoria do crime.

O caso remonta a outubro de 2018 quando, em Ribeira de Pena, as autoridades investigavam o desaparecimento de uma idosa. Dois meses depois, um grupo de caçadores descobriu o corpo da mulher nesta zona a quatro quilómetros onde vivia com o filho.

O homem chegou a julgamento acusado pelo Ministério Público (MP) dos crimes de homicídio qualificado e de profanação de cadáver.

O Tribunal de Vila Real absolveu o homem, que saiu em liberdade depois de ter estado cerca de um ano em prisão preventiva.

O arguido foi detido pela Polícia Judiciária de Vila Real em outubro de 2018, antes de ter sido encontrado o corpo da vítima.

O cadáver da mulher, de 67 anos, só foi descoberto dois meses depois, em dezembro, por caçadores.

Durante a leitura do acórdão, o presidente do coletivo de juízes referiu que há uma "ausência total de prova" do que se passou naquele dia e apontou a falta de vestígios, nomeadamente do sangue da vítima quer no arguido, quer na bagageira do carro.

O MP ainda pode recorrer do acórdão, mas Nuno Ferreira salientou que não há "qualquer dúvida" de que "o arguido não cometeu os factos" pelos quais vinha acusado.

De acordo com a tese do MP, o arguido abordou a vítima no dia 04 de outubro de 2018 para lhe pedir 20 euros para comprar gasolina e, perante a recusa, desferiu com uma bengala "pelo menos três pancadas na zona da cabeça e da face, fazendo-a embater com a cabeça no solo".

Depois, segundo o MP, apertou "o pescoço da vítima até a mesma sufocar", causando-lhe "lesões que determinaram a sua morte" e colocou o corpo na mala do carro, acabando por o deixar junto a uma linha de água, no meio de mato e de silvas, "para que não pudesse ser encontrado".

O juiz disse que o tribunal fez uma "análise meticulosa" de toda a prova, referindo que "nenhuma testemunha viu" alguma coisa, que os vestígios de sangue encontrados na roupa do arguido eram de animal e não humanos e que a autópsia foi inconclusiva.

O advogado Nuno Ferreira disse ainda que o arguido vai ponderar um pedido de indemnização por ter estado cerca de um ano em prisão preventiva.

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