País

Falta de professores obriga escolas a admitir docentes de outras áreas

Francisco Seco, APTN (Arquivo)

Novas regras do Ministério da educação já chegaram às escolas e permitem que a disciplina de Português, por exemplo, possa ser dada por professores de línguas.

As novas normas do ministério da Educação já chegaram às escolas esta semana.

Os professores de línguas estrangeiras vão poder lecionar português no 3.º Ciclo e Secundário, e as aulas de Geografia poderão ser dadas por docentes de História, no caso das turmas ainda sem professor, anunciou esta quarta-feira a Direção-Geral da Administração Escolar.

A disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação é uma das que têm menos professores disponíveis e, por isso, as escolas podem, agora, atribuir o horário a outros docentes de qualquer outra área disciplinar, desde que tenham feito uma ação de formação em Informática.

Mas estas mudanças nas regras não são para ficar

As instruções da DGAE que chegaram na última terça-feira às escolas são de carácter temporário e vigoram apenas este ano letivo, mas já está a ser contestadas pelos sindicatos e associações de pais.

Armando Franca

A Fenprof alerta para o perigo de se estar a desqualificar o ensino, os professores e "a qualidade da escola pública".

Mário Nogueira admite ao JN que "é um precedente muito negativo" e um drama para as escolas porque "a falta de professores já se começa a sentir forma generalizada e vai agravar-se. Há muito que alertamos".

Isto numa altura em que a Fenprof convocou greve nacional para o último dia deste mês, 31 de janeiro.

Ao Público João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação está a desvalorizar-se a profissão do professor e a aumentar o desemprego no setor:

"Ao invés de se criarem condições para que os docentes com habilitação profissional estejam nas escolas, o que leva a que muitos destes profissionais estejam no desemprego"

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