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O que se sabe sobre as buscas na casa de Rosa Grilo

O que se sabe sobre as buscas na casa de Rosa Grilo

Consultor forense contratado pela defesa de Rosa Grilo é ex-PJ que cumpriu quatro anos de prisão por corrupção.

Terá sido encontrado, esta sexta-feira, um novo vestígio na casa de Rosa Grilo, acusada da coautoria da morte do triatleta Luís Grilo. A Polícia Judiciária já fez saber que não vai ao local, onde se encontra o OPC, uma unidade da GNR, a fazer diligências.

Foi João de Sousa, consultor forense contratado pela defesa de Rosa Grilo e ex-inspetor da PJ, que encontrou um vestígio numa divisão da casa, que não confirma ser um projétil. Em entrevista à SIC Notícias, explicou que foi ver a casa com a advogada Tânia Reis, para conseguir ter uma opinião mais concreta acerca de alguns pormenores que constam no processo. Acrescentou ainda que não feita nenhuma peritagem e que, quando foi encontrado o objeto alvo de suspeitas, foi, de imediato, chamada a GNR.

"Quando estava a ver a casa detetei uma situação numa das divisões, não vou dizer se é ou não um projétil", disse João de Sousa.

O agora consultor forense privado saiu da Polícia Judiciária depois de ter sido condenado a cinco anos e meio de prisão por corrupção passiva e violação de segredo de funcionário. Cumpriu quatro anos e meio de prisão e saiu em liberdade em dezembro de 2018. Questionado sobre o trabalho que agora desenvolve, João de Sousa reiterou:

"Sou trabalhador, liberal, que dá consultoria e formação forense".

Em relação à ausência da Polícia Judiciária, o antigo inspetor disse que acha "impensável" não irem ao local fazer diligências.

AS ÚLTIMAS INFORMAÇÕES SOBRE O CASO

Nas alegações finais, a 26 de novembro, o procurador do Ministério Público pediu a condenação de Rosa Grilo e de António Joaquim a penas de prisão superiores a 20 anos. As defesas apontaram falhas à investigação da Polícia Judiciária e pediram a absolvição.

O Ministério Público atribui ao amante de Rosa Grilo, que saiu em liberdade, a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença da mulher, que continua em prisão preventiva, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, em Cachoeiras, Vila Franca de Xira.

O crime terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e benefeciarem dos bens da vítima: 500.000 euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.

O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição mais de um mês após o desaparecimento, a cerca de 160 quilómetros da sua casa, na zona de Benavila, concelho de Avis, distrito de Portalegre.