País

Parlamento aprova voto de pesar pela morte de antigo ministro Álvaro Barreto

O voto recorda o seu percurso biográfico e político como histórico militante do PSD.

O parlamento aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo PSD pela morte do antigo ministro Álvaro Barreto, na segunda-feira, aos 84 anos, destacando o seu percurso "cívico, empresarial e político".

"Com uma vida dedicada ao desenvolvimento, à competitividade e ao progresso de Portugal, Álvaro Barreto foi um homem culto e multifacetado, com uma intervenção marcante ao longo de várias décadas nos planos cívico, empresarial e político", refere o texto dos sociais-democratas.

O voto recorda o seu percurso biográfico e político como histórico militante do PSD, deputado à Assembleia da República e, sobretudo, como governante, tendo integrado sete Governos Constitucionais, desde os finais dos anos de 1970 até meados dos anos 2000, com Carlos Alberto Mota Pinto, Francisco Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Mário Soares, Cavaco Silva (duas vezes) e Pedro Santana Lopes.

"Reunida em Plenário, a Assembleia da República presta a sua homenagem à memória do engenheiro Álvaro Barreto, endereçando o seu sentido pesar à família e amigos", refere o texto.

Licenciado em engenharia civil e com um percurso profissional de gestor empresarial, Álvaro Barreto destacou-se nas presidências da TAP e da Soporcel.

O engenheiro exerceu pela primeira vez funções governativas em 1978, num Governo liderado por Mota Pinto e que resultou de iniciativa do então Presidente da República, Ramalho Eanes. Nesse Governo, exerceu as funções de ministro da Indústria e da Tecnologia.

No VI Governo Constitucional, liderado por Francisco Sá Carneiro (da Aliança Democrática PSD/CDS/PPM), Álvaro Barreto foi ministro da Indústria e da Energia, transitando para a pasta da Integração Europeia no executivo seguinte (também da AD) chefiado por Francisco Pinto Balsemão.

Com a formação do Governo do "Bloco Central", de coligação entre o PS e o PSD, tendo como primeiro-ministro Mário Soares, passou a exercer as pastas do Comércio e do Turismo.

Álvaro Barreto fez depois parte dos dois primeiros dos três governos liderados por Aníbal Cavaco Silva, tendo sido ao longo de seis anos (1985/1991) ministro da Agricultura e das Pescas.

Exerceu pela última vez funções governativas em 2004, no XVI Governo Constitucional de Pedro Santana Lopes, tendo desempenhado o lugar de ministro de Estado, da Economia e do Trabalho.

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