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Aeroporto no centro do país, autarquias disputam localização

Aeroporto no centro do país, autarquias disputam localização

Paulo Fajardo

Repórter de Imagem

Pedro Castanheira

Pedro Castanheira

Repórter de Imagem

Coimbra e Leiria ambicionam aeroporto na região mas cada uma quer projecto em localizações diferentes

A ambição da criação de um aeroporto na região centro não é nova mas tem vindo a crescer nos últimos meses. Quer nas movimentações políticas e mesmo nas declarações de autarcas ou membros do Governo.


O Executivo não diz que não mas também não disse ainda que sim nem quando. A discussão centra-se numa eventual abertura da base aérea de Monte Real a operações civis defendida em Leiria ou numa localização mais próxima de Coimbra.


As câmaras de Leiria e da Marinha Grande encomendaram um estudo a uma consultora para perceber a viabilidade de um aeroporto a funcionar na base aérea número 5. Em suma, as conclusões ditam que o turismo, principalmente o religioso, sustentaria a viabilidade de um projecto que poderia custar menos de 30 milhões de euros. O autarca de Leiria viu o primeiro ministro durante a campanha para as legislativas abrir a porta a essa possibilidade com o ministro das infraestruturas a reforçar a ideia em Janeiro.


Mas alguns quilómetros a norte a opinião é outra. Depois de durante a campanha o actual autarca de coimbra ter prometido um aeroporto a nascer no aeródromo local, defende-se agora outra localização, a sul de Coimbra e a norte de Pombal.


A comunidade intermunicipal de Coimbra já reuniu com o governo defendendo o aeroporto no centro primeiro e a localização a norte de monte real depois. Um dos argumentos é que, apesar da declarada não oposição dos militares. nunca se ter implementado uma hipótese antiga.
O turismo que na região centro tem crescido acima da média nacional, sustentado em parte por Fátima, é argumento, pela proximidade, dos defensores de Monte Real que acrescentam o facto de aviões civis já terem usado a base. Como foi o caso do Papa Francisco que em 2017 chegou a Portugal num avião da Alitalia e partiu da base num da TAP.


Contra manifestam-se aqueles que dizem não ser possível abrir a voos civis uma base onde estão os 2 esquadrões de caças F16 que têm entre outras missões garantir a defesa do espaço aéreo nacional as 24 horas do dia.