País

Homem em fuga à polícia tinha "quantidade significativa" de droga no sangue

Homem, de 65 anos, já saiu do hospital e encontra-se em instalações da polícia.

Os exames toxicológicos feitos ao homem hoje detido em Lisboa, após uma perseguição de carro, detetaram "uma quantidade significativa de substância estupefaciente no sangue", disse à agência Lusa o comissário da PSP Luís Santos.

"Na análise toxicológica foi dado como positivo o consumo de uma substância estupefaciente", revela o comissário, que esta tarde disse existirem "fundadas suspeitas" de que o suspeito possa ter ingerido substâncias ilícitas durante a fuga. Segundo o agente, foi-lhe detetada "uma quantidade significativa de substância estupefaciente no sangue".

De acordo com Luís Santos, o homem, de 65 anos, já saiu do hospital e encontra-se em instalações da polícia, para ser presente no domingo a um juiz de instrução criminal. Luís Santos sublinha ser agora necessário esperar por exames complementares para saber como foi consumida a droga.

"Não podemos provar a forma como entrou na corrente sanguínea, isso só na perícia médico-legal", afirmou.

Segundo o comissário, o homem vai ser presente a um juiz por condução perigosa, condução sem a devida habilitação legal para o efeito, posse de arma proibida (um taco de baseball), condução sob influência de substância psicotrópica e resistência e coação sob funcionário da polícia.

O homem, de 65 anos, que circulava de automóvel, foi abordado na zona da Baixa, por volta das 15:00, numa operação STOP que a PSP tem estado a fazer para controlo das restrições à circulação. Não parou e fugiu às autoridades.

Seguiu-se uma perseguição por várias ruas de Lisboa, num percurso de cerca de quatro quilómetros, que terminou com a interceção do homem na Avenida Almirante Reis, onde se trancou no carro e "ofereceu resistência".

Durante a fuga, na Rua Morais Soares, embateu numa viatura, que ficou danificada. De acordo com o comissário Luís Santos, o homem "estava já referenciado por este tipo de ilícito" e "pôs terceiros em perigo".