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Detidos três homens na posse de plantas e seiva de ópio em Loures

(Arquivo)

RODRIGO ANTUNES /LUSA

De acordo com a PSP.

Três homens foram detidos na segunda-feira, em Loures, por suspeita de tráfico de estupefacientes, depois de terem sido apanhados pela PSP a colher plantas de ópio, tendo sido constituídos arguidos, foi esta quarta-feira anunciado.

Em comunicado, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, avançou que, na sequência de uma denúncia, os agentes da divisão policial de Loures levaram a cabo vigilâncias nas quais "observaram três indivíduos numa zona de mato adjacente a uma área residencial, num cenário comportamental suspeito".

De acordo com o comunicado, o dispositivo de vigilância permitiu "indubitavelmente comprovar que os três suspeitos trabalhavam de forma coordenada na colheita de plantas de ópio e na recolha de seiva da planta".

Os agentes abordaram e intercetaram os suspeitos, que já tinham na sua posse "três sacos cheios de papoilas de ópio, dois frascos contendo a seiva (ópio cru) das plantas de ópio, três conjuntos de instrumentos laminados próprios para a recolha da seiva e facas utilizadas para o corte das plantas".

Todo o produto estupefaciente, tal como os restantes objetos, foi apreendido, de forma a serem submetidos a um exame científico específico, refere o documento.

Segundo as autoridades, a "necessidade probatória é incontornável" dado que o ópio cru é obtido a partir da realização de pequenas incisões na cápsula da planta, que deixa escapar uma espécie de resina de cor branca, que rapidamente solidifica e adquire uma cor acastanhada em contacto com o ar.

É esta substância, de acordo com o documento, que pode então sofrer processos de transformação "que permitem ao ópio assumir diversas formas de apresentação finais, sendo uma delas a heroína".

Os suspeitos, com idades entre os 23 e os 45 anos, foram, entretanto, constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência, aguardando as diligências processuais seguintes, sendo que a Divisão Policial de Loures dará continuidade às investigações criminais.