País

Mais "Autoeuropas", fusões de PMEs e as outras medidas do plano de Rio para a economia

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

PSD aposta nas empresas no programa de recuperação.

O plano tem um sentido: investimento privado. De preferência de grandes empresas que consigam impulsionar as exportações. E para captar "multinacionais de renome", o PSD tem incentivos fiscais e não fiscais para oferecer.

O objetivo é tornar Portugal um dos países mais competitivos da zona euro. Mas Rui Rio garante que não é só a pensar em "mais três ou quarto Autoeuropas" que o PSD desenhou o programa de recuperação económica que apresentou esta quarta-feira de manhã.

"Este programa está desenhado para o tecido empresarial português, que é feito essencialmente de pequenas e médias empresas", respondeu Rui Rio quando questionado sobre se a proposta de facilitar a fusão ou aquisição de empresas não seria penalizador para os negócios mais pequenos.

"O que é preferível, que uma empresa feche ou que seja adquirida por uma outra?"

O Presidente do PSD enumerou algumas das muitas medidas que constam num documento de 45 páginas, como o alargamento da taxa reduzida de 17% de IRC até 2023 ou a redução de rendas em acordo com os senhorios.

O programa foi coordenado pelo economista Joaquim Sarmento, porta-voz do partido para a área de Economia e Finanças, que Rio promoveu a Presidente do Conselho Estratégico Nacional, e que acrescentou uma ideia às medidas do plano de estímulos para a economia: a criação de uma estrutura de missão para acompanhar o período de crise, como a que existiu nos tempos de Pedro Passos Coelho, liderada por Carlos Moedas, e que na opinião do PSD, foi "crucial" para o "sucesso do programa da troika".

Além do programa agora apresentado e depois de já ter avançado, na semana passada, um pacote de medidas sociais, o PSD compromete-se a ajustar as medidas do programa eleitoral à nova realidade do país.

E Rio espera que o Governo não fique "refém da esquerda" no programa económico que leva a Conselho de Ministros já esta quinta-feira e deve apresentar ao país nos próximos dias.

"Mas isso é o que vamos ver", deixa no ar o líder do PSD, insistindo que desta vez não é pela via do investimento público mas pelas empresas que entende que a recuperação do país deve acontecer.

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