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Ensino Superior. Governo quer facilitar acesso a alunos com covid-19 ou em isolamento

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, durante a sua audição perante a comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na Assembleia da República

ANTÓNIO COTRIM

Executivo de António Costa quer que alunos afetados possam fazer provas na 2.º fase e concorrer à 1.º fase.

O Governo quer que os alunos com covid-19 ou em isolamento que façam as provas de acesso ao ensino superior na 2.º fase se possam candidatar à 1.º fase do concurso de acesso.

A proposta do Governo está a ser avaliada pela Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), anunciou esta terça-feira o secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, durante a comissão de educação que está a decorrer no parlamento.

"Em articulação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) está para deliberação, pela CNAES, uma proposta do Governo para que os alunos em situação de contaminação ou de quarentena possam realizar (as provas) na 2.º fase e serem candidatos à 1.º fase do concurso nacional de acesso", explicou João Costa.

Durante o debate, alguns deputados criticaram a publicação dos 'rankings' das escolas baseados nas notas de exames que o ministro da Educação explicou ser uma decisão dos órgãos de comunicação social.

O ministro Tiago Brandão Rodrigues recordou que o Ministério é obrigado a divulgar tabelas com as notas dos alunos nos exames nacionais e que depois são os órgãos de comunicação social que fazem a seriação de escolas, com base em critérios definidos pelos próprios media.

João Costa reafirmou que o Ministério não tem qualquer obsessão com os exames nacionais, lembrando que "este ano só se realizam provas de ingresso para o ensino superior e não exames nacionais para todos os alunos".

A primeira fase dos exames nacionais vai avaliar cerca de 151 mil alunos e as primeiras provas arrancam na próxima semana.