País

Como vão ser as aulas a partir de setembro? 

JOSÉ COELHO / LUSA

As regras e o calendário do novo ano letivo.

O próximo ano letivo vai ter aulas presenciais e vai ser mais longo, de acordo com o ministro da Educação, que anuncia esta sexta-feira as novas regras e medidas a serem tomadas pelas escolas a partir de setembro, devido à pandemia do novo coronavírus.

As novas medidas para o ano letivo de 2020/21, que começa entre 14 e 17 de setembro:

  • Todos os alunos regressam às escolas;
  • Ano letivo vai ser mais longo;
  • Pausas entre períodos vão ser menores;
  • Uso de máscara obrigatório para professores e alunos;
  • Distanciamento obrigatório de 1,5 metros nas salas de aula.

É este o calendário escolar do novo ano letivo:

DR

Na conferência de imprensa, Tiago Brandão Rodrigues revelou que as férias da Páscoa serão mais curtas e que haverá um reforço do número de professores no próximo ano letivo.

Apesar das aulas serem presenciais a partir de setembro, o Ministério da Educação quer garantir que as escolas estão preparadas para dar uma resposta mais rápida em caso de necessidade, ou seja, se o surto epidemiológico evoluir e foi preciso dar um passo atrás. Deste modo, serão criados outros dois regimes – misto e não presencial -, que entrarão em vigor em situação de contingência.

"As cinco primeiras semanas de aulas destinam-se a trabalho, essencial e centrado, na recuperação e consolidação das aprendizagens."

Governo suspende devolução dos manuais escolares

Apesar de ter anunciado na quinta-feira que ia manter a obrigação da entrega dos manuais escolares, esta sexta-feira, o Ministério da Educação voltou atrás e revelou que não será necessário devolver os livros.

MANUEL DE ALMEIDA

Este ano letivo "vai deixar um lastro de destruição muito grande no ensino por muito tempo"

Ricardo Costa disse na Edição da Tarde que "fica difícil perceber porque é que não se fez o regresso às aulas mais cedo, como fez a esmagadora maioria dos países da Europa".

Apenas três países europeus, incluindo Portugal, não fizeram o regresso às aulas no mês de junho para tentar compensar este ano letivo, que no entender de Ricardo Costa "foi perdido para muita gente e reforçou as desigualdades" socioeconómicas.

Governo anuncia aumento das tutorias e reforço do crédito horário

Para além das regras anunciadas esta sexta-feira, o Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira outras medidas como "o aumento das tutorias e o reforço do crédito horário".

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou a aprovação da "resolução que estabelece medidas excecionais, temporárias, para a organização do ano letivo 2020/2021".

"Entre as medidas aprovadas nesta resolução está o aumento das tutorias e o reforço do crédito horário para as escolas que possam reforçar os apoios educativos e as aulas coadjuvadas", explicou a ministra.

De acordo com Mariana Vieira da Silva "trata-se de medidas de organização e funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, incluindo escolas profissionais, que garantam a retoma das atividades educativas e formativas, letivas e não letivas, em condições de segurança para toda a comunidade educativa".

PACOTE DE 125 MILHÕES PARA A EDUCAÇÃO

Esta semana, no parlamento, o ministro da Educação anunciou um investimento de 125 milhões de euros para o reforço dos recursos humanos nos estabelecimentos de ensino, com o objetivo de facilitar o trabalho de recuperação do 3.º período.

"Temos neste momento um pacote financeiro com o valor global de 125 milhões de euros para podermos reforçar as nossas escolas, principalmente com recursos humanos", avançou então Tiago Brandão Rodrigues, durante uma audição regimental na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.

Marcelo diz que final do ano letivo não foi perfeito mas foi o possível

No final de junho, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não foi um final de ano perfeito para os alunos, mas foi o possível.

ESTELA SILVA

O Presidente da República visitou escola do Porto com o ministro da Educação para assinalar o último dia de aulas.

Tiago Brandão Rodrigues assegurou que não há atrasos na preparação do próximo ano e reafirmou que quer aulas presenciais em setembro. Quanto à telescola, diz que é um projeto para continuar.

Três meses de ensino à distância

Perante a pandemia do novo coronavírus, professores e alunos foram para casa em março e o ensino à distância começou, com recurso à telescola e à internet.

ANDRÉ KOSTERS / LUSA

Segundo os resultados de um inquérito feito em maio pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), mais de metade dos docentes não conseguiu chegar a todos os alunos durante o primeiro mês do 3.º período e a grande maioria (93,5%) admitiu que as desigualdades se agravaram em resultado do novo modelo de ensino.

Com o fim do estado de emergência em Portugal, os alunos do 11.º e 12.º anos de escolaridade assim como os do 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário voltaram a ter aulas presenciais, no final de maio.

  • 3:04