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Caso EDP. "O que estamos a assistir é uma guerra pública entre dois juízes"

A análise de Ricardo Costa na Edição da Tarde.

António Mexia, presidente da EDP, e João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, foram suspensos de funções na empresa como medida de coação decidida pelo juiz Carlos Alexandre no caso EDP.

A suspensão de gestores 100% privados nunca aconteceu em Portugal

De acordo com Ricardo Costa, o que aconteceu na segunda-feira foi o agravamento das medidas de coação que já existiam, mas "de uma forma desproporcional".

O Ministério Público "promoveu uma mudança dura, violenta das medidas de coação e essa questão é que é absolutamente inédita e não tem par. Nunca aconteceu".

"O que estamos a assistir é uma guerra pública entre dois juízes: Carlos Alexandre e Ivo Rosa"

O caso EDP

O inquérito do Ministério Público investiga os procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), tendo António Mexia e João Manso Neto sido constituídos arguidos em junho de 2017 por suspeitas de corrupção ativa e participação económica em negócio.

Ao arguido João Conceição, o Ministério Público imputa-lhe dois crimes de corrupção passiva para ato ilícito.

O processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de oito anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Miguel Stilwell assegura liderança da EDP de forma interina

O administrador financeiro da EDP, Miguel Stilwell de Andrade, é o novo presidente interino do Conselho de Administração Executivo da empresa, na sequência da suspensão de funções de António Mexia decretada pelo juiz Carlos Alexandre, informou esta segunda-feira a empresa ao mercado.

O juiz Carlos Alexandre validou esta segunda-feira a suspensão de funções de António Mexia, presidente da EDP, e João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis.

Bolsa de Lisboa chega a terreno positivo com ações da EDP a subir 2,5%

Depois de ter arrancado no vermelho, a Bolsa de Lisboa chegou a terreno positivo com a Ibersol e a EDP Renováveis a liderarem os ganhos.

Suspensas desde ontem à tarde, as ações da EDP e da EDP renováveis voltaram hoje a ter autorização da CMVM para serem negociadas em bolsa, e após uma hora de transações já estavam a ganhar.

2,5% no caso da EDP, principal empresa do grupo elétrico enquanto as Renováveis subiam mais de 2%.

Ganhos que empurraram o principal índice da Bolsa de Lisboa, o PSI-20, para terreno positivo, após a abertura da sessão a perder.

As acções da Elétrica foram suspensas na tarde desta segunda-feira após o presidente da EDP António Mexia e o administrador João Manso terem sido suspensos de funções, como medida de coação decidida pelo juiz Carlos Alexandre no caso EDP.