País

Prisão preventiva para um dos detidos na rede de comércio que envolve 70 empresas

Rafael Marchante

Outros cinco têm de se apresentar às autoridades com regularidade.

Foram conhecidas na noite desta quarta-feira as medidas de coação das seis pessoas que foram detidas ontem no desmantelamento de uma rede de comércio. Uma vai ficar em prisão preventiva e as outras cinco vão ter de se apresentar duas vezes por semana às autoridades.

A operação - conhecida como "HINDOLA” - começou há um ano e investiga um esquema de fuga ao fisco e obtenção de reembolsos indevidos de impostos.

O grupo Jerónimo Martins é um dos alvos da investigação, nomeadamente os supermercados Recheio. De acordo com a GNR, no total estão envolvidas na operação cerca de 70 a 80 empresas.

O Estado terá sido lesado em mais de quatro milhões de euros.

Como funcionava o esquema

Este esquema baseava-se na criação de empresas "fantasma" e na criação de circuitos de faturação fictícios, que visavam a evasão ao IVA e a obtenção indevida de reembolsos, com recurso a utilização fraudulenta do regime do IVA nas transações intracomunitárias.

Além de defraudar o Estado Português, os referidos bens eram colocados no mercado abaixo do preço de custo, gerando uma concorrência desleal.