País

Autarca de Castelo de Paiva reúne-se com Governo para avaliar impacto do incêndio

OCTÁVIO PASSOS

Estão em risco cerca de 500 postos de trabalho.

O presidente da Câmara de Castelo de Paiva reúne-se esta terça-feira, na localidade, com dois secretários de Estado das áreas da economia e emprego para encontrar "respostas" para os postos de trabalho afetados pelo incêndio que danificou oito empresas.

"Vamos procurar aqui as respostas para a proteção social e para as empresas", afirmou Gonçalo Rocha, em declarações à Lusa, assinalando que o Governo tem "um papel muito importante", porque as instalações afetadas, inseridas no Centro de Apoio à Criação de Empresas (CACE), são da responsabilidade do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O autarca disse que a reunião vai decorrer nos Paços de Concelho, seguindo-se um encontro com os representantes das empresas.

Incêndio em zona industrial de Castelo de Paiva põe em risco cerca de 500 postos de trabalho

O incêndio que deflagrou na segunda-feira à tarde, cerca das 18:30, provocou, segundo os bombeiros, danos avultados em oito empresas do (CACE), na Zona Industrial de Felgueiras, em Castelo de Paiva, distrito de Aveiro.

À Lusa, o presidente da câmara lamentou a "sina muito triste que o concelho tem tido ao longo destes anos", recordando que, neste caso, as empresas afetadas representam cerca de 25% da população ativa do concelho.

Segundo indicou, estão em causa 400 empregos diretos e mais cerca de uma centena indiretos.

"É um duro golpe no crescimento da empregabilidade que temos vindo a assistir no concelho", lamentou, enquanto falava de "um momento de grande exigência para todos". "Há que trabalhar, arregaçar as mangas e encontrar soluções e respostas", concluiu.

Uma das empresas, onde trabalham cerca de 300 pessoas, preparava-se para mudar de instalações, mudança que iria começar no final da semana, depois de ter estado três meses em lay-off. Neste momento todo o equipamento está destruído e há uma grande apreensão por parte dos trabalhadores, como conta a jornalista Catarina Lázaro.