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Zona industrial de Castelo de Paiva representa "25% da mão de obra ativa do concelho, é um rude golpe"

Dois secretários de Estado deslocaram-se a Castelo de Paiva durante a manhã desta terça-feira.

Os secretários de Estado do Trabalho e da Economia deslocaram-se ao concelho. O autarca de Castelo de Paiva, que recebeu durante a manhã desta terça-feira os dois governantes, promete respostas para fazer face a prejuízos que coloca para lá dos 20 milhões de euros.

Empresários e trabalhadores quiseram ir ver no local o volume dos estragos. À hora a que as máquinas começavam a funcionar, os trabalhores foram ver o que ficou depois do fogo.

"Ardeu. Está tudo em cinzas.
SIC Notícias: Está com medo do futuro?
Sim, do meu e das minhas colegas", conta uma das trabalhadoras.

500 postos de trabalho em risco

O incêndio que deflagrou na segunda-feira à tarde na Zona Industrial de Castelo de Paiva provocou danos avultados em oito empresas, de vários setores de atividade, adiantou esta terça-feira fonte dos bombeiros, que sublinhou a inexistência de feridos.

Segundo a fonte, os meios dos bombeiros ainda permanecem no local em operações de rescaldo, depois de várias horas de combate ao fogo que afetou uma zona conhecida como Centro de Apoio à Criação de Empresas (CACE) do Vale do Sousa.

Os bombeiros conseguiram salvar dois pavilhões, mas os trabalhadores das fábricas que arderam estão muito apreensivos, cerca de 500 pessoas têm os postos de trabalho em risco.