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Marcelo lamenta atraso da auditoria ao Novo Banco

Marcelo lamenta atraso da auditoria ao Novo Banco

Governo garantiu que até à sua conslusão não deverão ser realizadas outras operações de venda de carteiras de ativos por parte da instituição bancária.

O Governo anunciou esta quinta-feira que a auditoria ao Novo Banco não vai estar concluída até dia 31 de agosto, considerando que até à sua conclusão não deverão ser realizadas outras operações de venda de carteiras de ativos por parte da instituição bancária.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "lamenta" que a audotira ao Novo Banco não tenha sido concluída dentre do prazo indicado.

A NOVA POLÉMICA QUE ENVOLVE O NOVO BANCO

O Novo Banco vendeu imóveis a fundo anónimo, deu crédito e foi compensado pelas perdas, uma nova polémica que envolve o Novo Banco e os negócios suspeitos já estão a ser investigados pelo Ministério Público.

O banco terá não só vendido cerca de 13 mil imóveis a preço de saldo, como terá financiado o próprio comprador. Além disto, as perdas consequentes destes negócios terão sido pagas pelo Fundo de Resolução.

O jornal Público revela que, em 2018, o Novo Banco vendeu uma carteira de imóveis a um fundo anónimo, sediado nas ilhas Caimão, e chegou mesmo a emprestar ao fundo o dinheiro necessário para comprar os ativos, ou seja, foi ao mesmo tempo o vendedor e o financiador da operação.

A carteira valia 631 milhões de euros, mas foi vendida apenas por 364 e o Fundo de Resolução acabou por ser chamado a cobrir parte das perdas: 260 milhões de euros.

A criação do Fundo, que aconteceu em 2012, prevê que seja injetado dinheiro sempre que as contas do Novo Banco fiquem no vermelho.

PRESIDENTE DO NOVO BANCO GARANTE SABER QUEM COMPROU OS IMÓVEIS

O presidente do Novo Banco, António Ramalho, garante que sabe quem comprou os mais de cinco mil imóveis por metade do valor, em 2018, e já enviou a documentação ao Ministério Público.

O banco vai ter de vender mais ativos tóxicos deixados pelo BES, já que tem de se desfazer deles até ao final do próximo ano.

Nos últimos dois anos, os vários projetos de venda deixaram perdas de mais de 600 milhões de euros.