País

Pelo menos cinco detidos em dois dias por suspeitas de atear fogos

NUNO ANDRE FERREIRA

Três das pessoas detidas pelas autoridades são pastores.

Nos últimos dois dias pelo menos cinco pessoas foram detidas por suspeitas de atear incêndios.

Fogo em Mirandela

Em Mirandela, Bragança, um pastor de 51 anos foi detido por suspeita de ter ateado o fogo que só foi dominado na manhã desta sexta-feira. Estaria a operar uma máquina agrícola - proibido durante o alerta máximo - com temperaturas a rondar os 40.ºC e vento forte.

O homem foi presente a tribunal e saiu em liberdade com termo de identidade e residência.

O fogo em Mirandela chegou perto das portas da cidade, ameaçou duas bombas de gasolina e obrigou ao corte da A4 e de duas estradas nacionais.

No terreno permanecem ainda meios para os trabalhos de rescaldo e prevenção de reacendimentos.

Guarda

Na Guarda, o combate às chamas tem várias frentes há vários dias. Um dos focos, em Gouveia, foi provocado por um homem, também pastor, com recurso a um isqueiro.

Foi detido pela Polícia Judiciária tem antecedentes criminais por crimes da mesma natureza.

Alijó

Em Alijó, no distrito de Vila Real, o amanhecer esta sexta-feira deu tréguas aos bombeiros, com o fogo a ser dominado cerca das 06h00, depois de 24 horas em que chegou a ter quatro frentes.

Chaves

Em Chaves, um outro pastor foi também detido pela PJ, por suspeitas de ter ateado 12 incêndios nos últimos dois anos, um dos quais há duas semanas.

Viseu

Em Viseu, a GNR deteve um homem e uma mulher em flagrante delito, quando ateavam dois fogos. A rápida intervenção dos militares da GNR permitiu que não houvesse casas em perigo.

Situação de alerta prolongada até domingo

Por causa do risco de incêndio, a situação de alerta foi prolongada até domingo em Portugal continental. Vários distritos estão em alerta vermelho e em alerta laranja e o Governo apela que se cumpra a proibição do uso do fogo.

E porque todo o cuidado é pouco, a secretária de Estado da Administração Interna deixa alguns alertas.

A declaração de situação de alerta implica a elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e da PSP, das equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial e a mobilização em permanência das equipas de sapadores florestais e do Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza.

QUAIS SÃO AS PROIBIÇÕES EM SITUAÇÃO DE ALERTA?

Em situação de alerta é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo de artifício ou de outros artefactos pirotécnicos e é proibido o acesso, circulação e permanência em espaços florestais "previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios".

Também não são permitidos trabalhos florestais e rurais com equipamentos elétricos em espaços, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.