País

Quatro incêndios ativos em Portugal

Incêndios no Fundão, Castelo Branco, Sernancelhe e Viseu, são os que mais preocupam os bombeiros.

Esta quinta-feira deflagararam dezenas de fogos em Portugal e, durante a noite, foi possível resolver alguns, mas esta manhã continuam ativos quatro incêndios.

Fundão

As chamas no Fundão são as que mobilizam mais meios, mais de 400 operacionais apoiados por quase 140 viaturas.

O fogo começou por volta das 14:00 desta quinta-feira e, apesar da esperança de que a noite trouxesse condições mais favoráveis, mantêm-se ainda duas frentes ativas.

O combate ao incêndio que lavra em Bogas de Baixo está a "evoluir muito favoravelmente", disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco.

"Todos os setores estão a evoluir muito favoravelmente", informou a mesma fonte, referindo-se à sduas frentes ativas que os bombeiros procuram dominar.

Não há casas em risco, foi apenas evacuada durante a tarde a praia fluvial de Janeiro de Baixo, onde estavam cerca de 70 pessoas.

Sernancelhe

O vento forte e a baixa humidade têm sido os maiores obstáculos ao combate às chamas em Sernancelhe.

O incêndio obrigou ao corte da Nacional 226, mas nenhuma aldeia foi evacuada.

As chamas que deflagraram às 12:02, no distrito de Viseu, e chegaram a ter quatro frentes ativas, tinha pelas 05:15 desta sexta-feira duas frentes dominadas, disse à Lusa fonte da proteção civil.

"Duas frentes estão dominadas", informou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu.

Uma das frentes que continuam ativas tem "aproximadamente três quilómetros", permanecendo no terreno 380 operacionais, apoiados por 120 meios de combate, de acordo com a mesma fonte.

Por volta da meia-noite, o presidente da Câmara Municipal de Sernancelhe, Carlos Silva Santiago, disse à Lusa que havia "uma frente que caminha de forma descontrolada para o município vizinho de Aguiar da Beira".

Alijó

Alijó, em Vila Real, é outro dos locais que preocupam os mais de 250 bombeiros no terreno. Durante a tarde desta quinta-feira, o fogo esteve quase controlado, mas o vento forte voltou e deu mais intensidade às chamas.

O incêndio também não ameaça a população e os bombeiros esperam resolver a situação nas próximas horas.

Moncorvo

Em Torre de Moncorvo, em Bragança, o fogo que deflagrou durante a tarde chegou a ameaçar três aldeias, que já estão entretanto fora de perigo.

O incêndio está agora concentrado em zonas de mato de difícil acesso, o que obriga a que mais de 100 operacionais continuem no local.

Esta quinta-feira, estiveram ativos também outros fogos preocupantes, por exemplo em Porto de Mós ou no Sabugal, mas já estão dominados.