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Migrantes detidos por se envolverem em motim no aeroporto do Porto

Os desacatos surgiram depois de o grupo ter sido notificado da decisão que os obriga a permanecerem mais 30 dias no Centro de Instalação Temporária do SEF.

Onze migrantes foram, ontem, detidos depois de se terem envolvido num motim no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

Os desacatos aconteceram depois do grupo de marroquinos ter sido notificado da decisão judicial que os obriga a permanecerem mais 30 dias no Centro de Instalação Temporária do SEF, que fica dentro do aeroporto.

Insatisfeitos com a notícia, destruíram cadeiras, mesas e agrediram outro estrangeiro que se encontrava retido no mesmo local.

Estes migrantes fazem parte do grupo que foi intercetado pela Polícia Marítima, em junho no Algarve. Desde então que aguardam pela decisão sobre o pedido de asilo humanitário.

Hoje vão ser presentes a tribunal para conhecerem as medidas de coação, depois destes atos de violência.

  • Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), por decisão judicial, foi determinada a manutenção nos Centros de Instalação Temporária, por mais 30 dias, dos cidadãos de nacionalidade marroquina que desembarcaram ao largo da Praia de Vale do Lobo, no Algarve, no dia 15 de junho.

Esta decisão do Tribunal de Loulé foi tomada "enquanto se aguarda autorização das autoridades marroquinas para execução do seu afastamento, atentos os constrangimentos vigentes face ao contexto de combate à pandemia de covid-19", explica o SEF.

"Recorda-se que três cidadãos deste grupo já se haviam evadido daquele espaço no passado dia 03 de julho, tendo sido localizados no próprio dia e ali reinstalados", acrescentou o SEF, sublinhando que se está "a acompanhar a situação, em conjunto com a Polícia de Segurança Pública".

A embarcação, com um total de 22 migrantes, oriundos do Norte de África, foi intercetada pela Polícia Marítima no passado dia 15 de junho, quando os tripulantes se preparavam para desembarcar na Praia de Vale do Lobo, no Algarve.

Na altura, os 22 ocupantes da embarcação disseram às autoridades portuguesas ser marroquinos e explicaram que tinham partido da cidade de El-Jadida, em Marrocos.

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