País

Prisão preventiva para marroquinos que destruíram equipamentos em centro de acolhimento

Dario Pignatelli

Os desacatos surgiram depois de o grupo ter sido notificado da decisão que os obriga a permanecerem mais 30 dias no Centro de Instalação Temporária do SEF.

Os 11 marroquinos que na quinta-feira destruíram equipamentos no centro de acolhimento temporário no aeroporto do Porto vão ficar em prisão preventiva, disse à Lusa fonte do Serviço de estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Segundo a fonte, a prisão preventiva foi a medida de coação decidida hoje para todos os 11 homens, que estão indiciados pelos crimes de motim, sequestro, dano qualificado e ameaça e coação a funcionário.

De acordo com o SEF, estes cidadãos provocaram na quinta-feira "danos materiais em portas, vidros, tubagens e equipamentos" que obrigaram ao encerramento temporário do centro, no aeroporto do Porto.

Os 11 cidadãos pertenciam ao grupo de 22 migrantes, oriundos do Norte de África, que seguiam numa embarcação intercetada pela Polícia Marítima, no passado dia 15 de junho, quando os tripulantes se preparavam para desembarcar na Praia de Vale do Lobo, no Algarve.

O SEF explicou à Lusa que 11 cidadãos reagiram "de forma violenta" quando foram notificados, na quinta-feira, da decisão do Tribunal de Loulé que determinou a manutenção nos centros de instalação temporária, por mais 30 dias, de todos os elementos do grupo que desembarcou no Algarve.

A decisão do Tribunal de Loulé foi tomada "enquanto se aguarda autorização das autoridades marroquinas para execução do seu afastamento do território nacional, atentos os constrangimentos vigentes face ao contexto da pandemia de covid-19", explica o SEF.

"Os cidadãos em causa foram, em devido tempo, notificados da decisão proferida sobre os pedidos de proteção internacional que formularam, os quais foram considerados infundados, pelo que atualmente subsiste o processo de afastamento coercivo", acrescentou o SEF.