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Arranca esta sexta-feira a polémica edição deste ano da Festa do Avante!

JOSÉ SENA GOULÃO

Jerónimo de Sousa não subirá ao palco no primeiro dia do evento.

Começa esta sexta-feira a edição deste ano da Festa do Avante!.

As recomendações da DGS permitem no máximo 16.563 pessoas por dia, nos 30 hectares do recinto e a venda de bebidas alcoólicas vai ser proibida a partir das 20:00 horas, com exceção à zona de restauração.

Em relação às normas de saúde, os participantes do evento devem garantir o distanciamento físico de dois metros entre pessoas, em todos os espaços do recinto, salvo se forem coabitantes.

JOSÉ SENA GOULÃO

Os acessos e corredores de circulação na Quinta da Atalaia devem ser de sentido único, com sinalética clara e visível, de forma a evitar o cruzamento de pessoas. Também a entrada no recinto deve estar organizada para que o tempo de espera seja reduzido.

Em relação ao público, segundo o parecer da DGS, os espaços destinados a espetáculos devem ser organizados com plateia, com lugares sentados.

Ao contrário de anos anteriores, Jerónimo de Sousa não subirá ao palco no primeiro dia do evento, mas mantém-se o comício final no domingo.

As portas da Quinta da Atalaia abrem ao público durante a manhã.

JOSÉ SENA GOULÃO

Ministra volta a frisar que Governo não pode impedir Avante!

O Governo explica que não vai acionar nenhum plano de reforço de segurança e diz que não tinha poderes legais para impedir o evento.

Questionada sobre o assunto, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Presidência esclareceu que, no contexto autal, o Governo não pode impedir nem limitar o evento.

Mariana Vieira da Silva voltou a frisar que, fora do contexto de estado de emergência, que o Executivo nada pode fazer para evitar a realização da festa de caráter político.

Festa do Avante! com prejuízos de quase 2 milhões de euros nos últimos 6 anos

Se a Festa do Avante! assume sempre um papel estratégico na afirmação do PCP, em 2009 assumiu ainda mais. A duas semanas de legislativas e a um mês de autárquicas, a maior iniciativa comunista foi uma importante injeção financeira para a jornada eleitoral das semanas seguintes.

Segundo dados da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, a que a SIC teve acesso, a Festa do Avante! registou receitas de 3.038.523 milhões e despesas de 2.531.426 milhões de euros. O PCP lucrou 507.106 mil euros na edição de 2009. Dez anos depois, o cenário é totalmente diferente.

Em 2019, as contas da Festa do Avante! estão no vermelho. Os dados a que a SIC teve acesso revelam que a iniciativa gerou 2.614.555 milhões de euros, mas registou despesas de 3.178.933 milhões. Resultado final: 564 mil euros de prejuízo. Há seis anos que as contas não saem do vermelho.

A série de maus resultados começou em 2013 (65.231 mil €), duplicou em 2014 (158.400 mil €) e perdeu força em 2015 (19.460 mil €). Os resultados agravam-se de forma significativa a partir do momento em que o PCP entra na fotografia da chamada geringonça. Em 2016, na primeira edição pós acordo com o PS, os prejuízos disparam e atingem os 492 mil euros. Diminuem no ano seguinte (288.779 mil €) e voltam a subir em 2018 (362.309 mil €).

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