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Acidente no metro: Medina explica que é "inequívoco" que "responsabilidade é de uma obra da Câmara"

MÁRIO CRUZ

Presidente da Câmara de Lisboa garante que o acidente "não resulta de nenhum problema na linha de metro".

O "lamentável acidente" que ocorreu na terça-feira na linha azul do metro de Lisboa "decorre exclusivamente da responsabilidade de uma obra da Câmara Municipal de Lisboa", começa por esclarecer o presidente da autarquia.

Fernando Medina explica que o acidente "não resulta de nenhum problema na linha de metro" e garante que os túneis do metro são "seguros e sem nenhum risco".

No decorrer de uma obra à superfície foi feito algo que nunca deveria ter sido feito: "Um erro grosseiro que é a perfuração da estrutura do túnel do metro", acrescenta Medina. Que deixa bem claro que "o que correu mal foi na obra à superfície, na obra da Câmara e não há nenhum problema estrutural com os túneis do metro".

Câmara Municipal de Lisboa instaurou um inquérito e Fernando Medina pediu ao bastonário da Ordem dos Engenheiros que designasse um especialista para liderar essa comissão, para "definir o sítio da responsabilidade: se ao nível da conceção do projeto, se ao nível da execução do projeto, se ao nível da fiscalização, ou se até uma combinação destes fatores".

A Câmara de Lisboa, em conjunto com o Conselho de Administração do Metro e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, está a definir o procedimento de obra, de forma a serem repostas as condições de segurança "o mais rapidamente possível".

Fernando Medina garante que apenas quando essas condições estiverem reunidas o túnel do metro irá retomar o normal funcionamento.

O presidente do metro de Lisboa não avança ainda uma data de retoma da circulação total da linha azul, mas acredita que não irá passar de sexta-feira.

Vítor Domingos Santos disse ainda que durante a madrugada já foram realizados trabalho de recuperação da eletricidade e da sinalização.

"Espero que durante a tarde consigamos já ter uma data (...), o mais depressa que nos seja possível."

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