País

"Erro grosseiro". Câmara de Lisboa assume responsabilidade pelo acidente no metro

Fernando Medima assegura, no entanto, que os túneis do metropolitano "estão seguros".

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, assume que o acidente no metro que esta terça-feira causou quatro feridos na estação da Praça de Espanha foi causado por um "erro grosseiro" na obra do futuro Parque Urbano da cidade.

"Este problema que aconteceu decorre de uma obra da Câmara Municipal de Lisboa totalmente alheia ao metro, isto não é um problema que pré-existisse no túnel do metro, que houvesse uma fragilidade, que houvesse ali alguma dificuldade, não. Isto decorreu de um problema que é uma obra da Câmara, onde ocorreu um erro grosseiro, em que ocorreu uma perfuração na vertical do túnel do metro que não devia ter acontecido", afirmou Fernando Medina.

Ainda segundo o presidente da Câmara de Lisboa, que falava aos jornalistas nos Paços do Concelho no final de uma reunião com os presidentes do Metropolitano de Lisboa e da Carris, o acidente "não resulta de nenhum problema da linha do metro", daquele troço específico ou dos túneis.

Os túneis, disse, "estão seguros e sem nenhum risco".

O troço da linha azul continua cortado entre as Laranjeiras e o Marquês de Pombal. Foi, por isso, uma manhã complicada para os utilizadores do metro de Lisboa.

O acidente no túnel do metro na zona da Praça de Espanha ocorreu ao início da tarde de terça-feira e provocou quatro feridos ligeiros.

Na altura do acidente, cerca das 14:30, estavam cerca de 300 pessoas na composição que passava no local.

O que pode estar na origem do acidente no metro de Lisboa?

Em entrevista à SIC, o professor de Estruturas e Transportes Jorge Paulino Pereira, do Instituto Superior Técnico, explicou o que pode estar na origem do acidente no metro. O especialista acrescentou ainda que a responsabilidade é da Câmara de Lisboa.