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5 de Outubro. Marcelo apela à unidade no essencial sem dramas a mais nem a menos

TIAGO PETINGA

Presidente da República deixou esta mensagem na cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República.

O Presidente da República apelou esta segunda-feira à unidade no essencial na resposta à crise provocada pela covid-19, com equilíbrio entre proteção da vida e da saúde e da economia, e sem dramatização a mais nem a menos.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta mensagem na cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lisboa, defendendo que é preciso "continuar a compatibilizar a diversidade e o pluralismo com a unidade no essencial".

"O que nos diz este 5 de Outubro é que temos de continuar a resistir, a prevenir, a cuidar, a inovar, a agir em liberdade, a saber compatibilizar a diversidade com a convergência no essencial, a sobrepor o interesse coletivo aos meros interesses pessoais", afirmou.

O chefe de Estado referiu que "há quem prefira soluções para o estado de exceção sanitária que sacrificariam drasticamente economia e sociedade" e "há quem prefira soluções para a economia e sociedade que aumentariam riscos para a vida e saúde".

"Há quem proponha tempos e modos diferentes, do lado da vida e da saúde, como do lado da economia e da sociedade. Esta diversidade é democrática, e é por isso respeitável. Procuremos respeitá-la, buscando a convergência no essencial, evitando quer o excesso de dramatização, quer o excesso de desdramatização dos dois lados", acrescentou.

"Não queremos ditaduras em Portugal"

No discurso, o Presidente da República lembrou que as ditaduras não são a solução para esta crise e que as diferenças devem ser respeitadas.

"Temos de continuar a compatibilizar e vamos continuar a compatibilizar a diversidade e o pluralismo com a unidade no essencial."