País

Burla ao SNS. Começaram a ser julgados uma farmacêutica e cinco médicos 

Esquema terá gerado prejuízo ao Estado de 1,3 milhões de euros. 

Começaram esta terça-feira a ser julgados, no Porto, uma farmacêutica e cinco médicos acusados de burla ao Serviço Nacional de Saúde. De acordo com o Ministério Publico, o Estado foi lesado em mais de um milhão de euros através de um esquema de receitas falsas.

A primeira sessão foi ocupada na íntegra com o depoimento da diretora técnica e proprietária de uma farmácia da Póvoa de Lanhoso. Rosa Maria Costa admitiu que cometeu erros e assumiu que pedia a vários médicos para transcreverem receitas médicas, que alegadamente tinham sido devolvidas pelo Serviço Nacional de Saúde, e que por isso não eram pagas.

A farmacêutica deu como exemplo casos em que um determinado medicamento estava esgotado e era substituído por outro com mesmo princípio ativo, e garantiu que nunca teve a intenção burlar o SNS.

Bem diferente é a versão do Ministério Publico, que fala de conluio entre a farmacêutica e os médicos para obterem ganhos indevidos. Os médicos passariam receitas falsas, que eram depois entregues pela farmacêutica à Administração Regional de Saúde, como se tivessem sido de facto aviadas.