País

“Há menos médicos do que havia em 2019”

O Sindicato Independente dos Médicos defende que é preciso criar condições para que os médicos permaneçam no SNS.

O Governo tem vindo a anunciar a contratação de novos médicos para integrar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, disse esta quinta-feira na Edição da Tarde da SIC Notícias, que “há menos médicos do que havia em 2019” no SNS.

“É muito simples fazer as contas: é público que nos próximos três anos, tal como este ano, se irão reformar cerca de 400 médicos hospitalares e cerca de 500 médicos de família. Isso é público, está no portal da transparência. Quando se contratam recém-especialistas num número abaixo deste – estamos a falar de 280 recém-especialistas que agora foram contratados – é só fazer as contas”, disse o médico

O secretário-geral critica a posição de incumprimento do Governo na contratação de médicos e avança que é necessário criar as condições necessárias para que os profissionais de saúde se mantenham no SNS, referindo-se ao regime de dedicação plena.

Este regime, que foi extinto por Correia de Campos e Ana Jorge, pretendia atribuir algumas mais vantagens aos médicos para que pretendessem trabalhar em exclusividade para o SNS. Segundo dados avançados por Roque da Cunha, este regime opcional “representava cerca de 60% dos médicos de medicina geral e familiar e cerca de 50% dos médicos hospitalares".