País

Presidente da República recorda Gonçalo Ribeiro Telles como homem de paixões

O arquiteto paisagista morreu esta quarta-feira, aos 98 anos.

Decorrem esta quinta-feira as cerimónias fúnebres de Gonçalo Ribeiro Telles na Igreja dos Jerónimos.

Marcelo Rebelo de Sousa recordou o arquiteto como um homem de paixões. Já o primeiro-ministro conta que a primeira vez que não votou no PS foi quando Gonçalo Ribeiro Telles se candidatou à Câmara de Lisboa.

O Governo decretou para esta quinta-feira um dia de luto nacional. Gonçalo Pereira Ribeiro Telles morreu na quarta-feira em casa, em Lisboa, aos 98 anos.

Figura pioneira na arquitetura paisagista em Portugal, Gonçalo Ribeiro Telles é autor de projetos relevantes em Lisboa, como os Corredores Verdes e os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, obra que assinou em conjunto com António Viana Barreto, e que viria a ser distinguido com o Prémio Valmor, em 1975.

Defensor da ecologia para fundamentar a intervenção na paisagem e no território, Gonçalo Ribeiro Telles foi o responsável pelo lançamento da política de ambiente em Portugal, e no plano cultural foi um dos fundadores do Centro Nacional de Cultura.

Ao longo da vida desempenhou ainda diversos cargos políticos, tendo sido ministro da Qualidade de Vida entre 1974 e 1976, depois subsecretário de Estado do Ambiente e secretário de Estado de Ambiente entre 1981 a 1983 no segundo Governo da Aliança Democrática (AD).

Foi co-fundador do Partido Popular Monárquico (PPM), pelo qual foi deputado da Assembleia da República em 1975. Uma década depois voltou novamente a ser eleito, desta vez como independente pelo PS.

Já em 1993, Gonçalo Ribeiro Telles foi cofundador do Movimento Partido da Terra, tendo antes sido vereador da Câmara Municipal de Lisboa.

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