País

Jerónimo reeleito secretário-geral do PCP. “Alternativa política não será possível sem o PCP”

ANTÓNIO PEDRO SANTOS

O discurso do secretário-geral do PCP no encerramento do congresso.

Jerónimo de Sousa considera que os problemas do país estão mais agravados por Portugal não ter sido capaz de se libertar da política de direita, no que classifica como uma rodagem entre PS, PSD e CDS, que resultou em baixos salários, precariedade e injustiças.

Sublinha que é preciso “travar a destruição” do setor económico e assegurar empregos, relançando a economia e melhorando condições de vida do povo. Diz que tal não é possível com “estados de emergência excessivos”, mas com medidas de emergência social em que ninguém é deixado para trás.

A CRÍTICA AO BLOCO DE ESQUERDA

Sobre o Orçamento do Estado para 2021, o secretário-geral do PCP defende que se há avanços e medidas dirigidas aos trabalhadores, ao Serviço Nacional de Saúde e há cultura, “todas têm a marca e a contribuição do PCP”, acusando indiretamente o Bloco de Esquerda de ter desistido do OE2021.

Sobre uma política alternativa, de esquerda, afirma que “não é possível só com o PCP, mas também não será possível sem o PCP”, mostrando-se disponível para construir um futuro de progresso.

REALIZAÇÃO DO CONGRESSO E A CRISE SANITÁRIA

Houve tempo ainda para discursar sobre a realização do congresso, criticando aqueles que “desencadearam mais um episódio de medo”. Jerónimo de Sousa diz que se há um ensinamento a extrair do evento, é que “não existe nenhuma dificuldade intransponível para garantir a segurança sanitária e o exercício dos direitos e liberdades”, concluiu.

"NÃO ESTOU A PRAZO"

Questionado sobre se irá cumprir integralmente os próximos quatro anos à frente dos comunistas, Jerónimo de Sousa assegurou estar "com força". "Não estou a prazo", resumiu, antes de entrar para a viatura do PCP que o costuma transportar, com os seguranças a apressarem o abandono do recinto.

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