País

Marcelo adia decisão sobre recandidatura para depois das renovações do estado de emergência

O Presidente da República não nega que já estão a ser recolhidas assinaturas.

Ao contrário do que é comum nas celebrações do Dia da Restauração da Independência, que se assinala esta terça-feira, este ano não houve discursos. Devido à pandemia, a cerimónia nos Restauradores, em Lisboa, durou 12 minutos e contou com a presença do Presidente da República, do primeiro-ministro e do presidente da Câmara.

Aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que a cerimónia foi mais sucinta devido à situação de pandémica.

Sobre a recandidatura a Belém, Marcelo não negou que “há quem esteja a enviar assinaturas, recolher assinaturas”, mas lembrou que ainda terá de falar ao país durante o mês de dezembro como Presidente da República devido à renovação do estado de emergência.

“A decisão é minha, a decisão obedece a um objetivo. É esperar por um momento em que ainda tenho que intervir como Presidente da República no quadro do estado de emergência. Só depois disso é que sinto que devo tomar a decisão e comunicá-la aos portugueses”, esclareceu.

Tendo em conta que as declarações de estado de emergência são comunicadas de 15 em 15 dias, e que o prazo da formalização da candidatura - com a entrega de 7.500 assinaturas no Tribunal Constitucional - termina a 24 de dezembro, o anúncio não dever acontecer antes do dia 18 de dezembro.

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