País

Investigadores vão criar app para mudar hábitos e combater desperdício energético

Em Portugal, a aplicação vai ser testada em 100 famílias da Área Metropolitana do Porto.

Investigadores do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), no Porto, integram um projeto europeu que visa, através da criação de uma aplicação, mudar "hábitos e rotinas" e combater o desperdício energético.

Em declarações à agência Lusa, Zenaida Mourão, investigadora do instituto do Porto, explicou que o projeto, intitulado NUDGE, visa "perceber quais são as práticas energéticas das famílias" e tentar mudar essas práticas por forma a "contribuir para a eficiência energética".

"O que se têm vindo a notar nestes projetos de eficiência energética em edifícios residenciais é que muito raramente se conseguem implementar práticas duradouras e, portanto, o objetivo é perceber se podemos dar um empurrão na direção certa", afirmou.

Nesse sentido, os investigadores vão desenvolver uma aplicação para 'smartphones' que gerará notificações com base nos níveis de consumo medidos por contadores de eletricidade e gás natural inteligentes, bem como sensores que monitorizam a qualidade do ar interior.

Em Portugal, a aplicação vai ser testada em 100 famílias da Área Metropolitana do Porto, sendo que a ideia passa por "instalar sensores nas habitações que permitam fornecer informação sobre o consumo energético e práticas que influenciam esse consumo".

Paralelamente, os investigadores do INEGI vão ter 50 famílias "controlo", onde vão monitorizar a qualidade do ambiente interior das habitações.

"Queremos ver se na zona Norte há maior aderência às práticas de eficiência energética se a isso associarmos mais informação sobre a salubridade dos ambientes interiores onde estas pessoas vivem e o tipo de ações que podem ter para melhorar a qualidade", acrescentou Zenaida Mourão.

Além de fornecer informação sobre os consumos e qualidade do ar, a aplicação vai também "recomendar diferentes ações" de modo a que as famílias possam otimizar o uso de energia e assim garantir "níveis de qualidade ambiental saudáveis".

Segundo a investigadora, a aplicação será "diferente" e "personalizada" aos hábitos e práticas de cada país que integra o projeto, nomeadamente Bélgica, Alemanha, Grécia e Croácia.

O propósito final do projeto NUDGE, que termina em agosto de 2023 e é financiado em 1,9 milhões de euros pelo programa Horizonte 2020, é "contribuir para o desenho de políticas públicas e formular recomendações específicas para cada país".

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