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MAI quer acompanhar inquérito da PSP a alegadas agressões a ucraniano em esquadra 

Homem apresentou queixa.

O Ministério da Administração Interna vai acompanhar o inquérito da PSP a alegadas agressões a um ucraniano numa esquadra de Vila do Conde.

Num comunicado enviado às redações, o ministério tutelado por Eduardo Cabrita explica que "este processo permite à Inspeção-Geral da Administração Interna acompanhar o evoluir do inquérito e avocá-lo, se for preciso".

O caso refere-se a um cidadão ucraniano detido por conduzir com uma taxa de alcoolemia de 2,56g/l, que terá sido agredido por agentes da PSP. O homem ficou com dois dentes partidos e com escoriações na boca, no tórax e nos braços.

Homem apresenta queixa contra PSP

O detido apresentou denúncia no dia seguinte, 6 de dezembro, alegando uso excessivo de força, estando a decorrer uma averiguação interna.

Num comunicado divulgado este sábado, a PSP revelou que a detenção ocorreu à 01:38 após o veículo, que circulava sem as luzes ligadas, ter sido mandado parar. Apercebendo-se na abordagem os agentes do "comportamento" e "odor exalado", o condutor foi então submetido a teste de alcoolemia.

O referido teste, prossegue a nota de imprensa, registou uma taxa de "2,56g/l, o que constitui a prática de crime, nos termos do Código de Estrada", tendo ainda apurado a PSP que o cidadão fora "anteriormente detido pelos mesmos motivos".

Após lhe ter sido dada ordem de detenção pelo crime de condução sob o efeito de álcool, pois apresentava uma taxa "superior a 1.20g/l", o condutor "tentou sair da instalação policial e reagiu de forma agressiva contra os polícias, quando foi impedido de o fazer", acrescenta a PSP, detalhando que procedeu "à sua restrição e algemagem".

Cerca das 03:45, depois de "notificado para comparecer em tribunal e demais procedimentos que decorrem da detenção", o homem "saiu livremente da instalação policial, tendo prescindido de contacto com os familiares e defensor, bem como de observação médica", continua o comunicado.

No dia 07 de dezembro, pelas 12:55, numa esquadra do Comando Metropolitano do Porto, o homem apresentou "uma denúncia contra os polícias que o detiveram no dia anterior, por alegado uso excessivo de força", revela a PSP.

Dessa denúncia, prossegue a Polícia, "foi elaborado o respetivo auto que, como decorre da lei, foi remetido à autoridade judiciária competente" e "instaurado um inquérito, pelo Comando Metropolitano do Porto, para apuramento dos factos e dos contornos da ocorrência registada", pode ler-se ainda.