País

Poiares Maduro e Rangel acusam Costa de ser antidemocrático. PSD apresenta queixa-crime

Declarações do primeiro-ministro sobre a polémica do procurador europeu em causa.

O PSD vai apresentar uma queixa-crime contra o primeiro-ministro, depois de António Costa ter dito que a polémica com o procurador europeu faz parte de uma campanha liderada por Paulo Rangel e Poiares Maduro para denegrir o país. Segundo o líder do Governo, Ricardo Batista Leite está também envolvido na organização da "campanha internacional", mas "numa frente sanitária".

Poiares Maduro respondeu a António Costa com o exercício da liberdade de expressão e o direito à crítica. Diz que as declarações do primeiro-ministro, além de absurdas são graves.

Paulo Rangel também atacou a atitude de António Costa, que diz ser "própria de um Estado não democrático". "As ameaças à moda do regime de Maduro na Venezuela não intimidam ninguém", acrescentou. O eurodeputado diz estar a exercer o dever de escrutinar o Governo, admite benevolência durante a crise e promete cooperar com as autoridades e com o primeiro-ministro "num dia em que ele esteja mais bem-disposto".

​​​​​​​

As declarações de António Costa motivaram uma reunião da Comissão Política Permanente do PSD. Em comunicado, o partido anunciou uma queixa-crime, depois do "exercício delirante e inaceitável das funções de primeiro-ministro".

Costa insiste que o tema "não tem a menor relevância política", o PSD diz que as declarações servem apenas para desviar as atenções do caso "que consiste numa grave conduta" da ministra da Justiça.