País

Instituições privadas de prestação de cuidados pedem travão na legalização da eutanásia

Afirmam que a lei contraria os pareceres de ordens profissionais do setor e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

Doze instituições prestadoras de cuidados de saúde do privado e instituições do setor social pedem aos deputados e ao Presidente da República que revejam a posição sobre a eutanásia.

"Apelamos uma última vez aos deputados para que revejam a sua posição no momento de votar a lei em plenário e, se estes persistirem nos seus intentos, ao Senhor Presidente da República para que faça o que estiver ao seu alcance para travar a legalização da eutanásia em Portugal", referem as 12 instituições em comunicado divulgado esta quinta-feira.

Instituições como a Cáritas, a CUF e a União das Misericórdias Portuguesas dizem que a lei contraria os pareceres de ordens profissionais do setor e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

"Num momento em que milhares de pessoas, inúmeras instituições, num esforço sobre-humano diário, cuidam os doentes e pessoas vulneráveis e frágeis, dando tudo para salvar vidas, a aprovação da Eutanásia representa, também, um desrespeito para com todas estas pessoas", adianta.

A lei de antecipação da eutanásia foi aprovada há uma semana pelos partidos na especialidade. A votação final do diploma será realizada esta sexta-feira no Parlamento.

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