País

Portugal prepara-se para atribuir ajuda alimentar em forma de cartões

SIC

Cartão eletrónico recarregável para a compra de bens essenciais.

Portugal prepara-se para atribuir ajuda alimentar em forma de cartões. Um novo modelo que nasce das alterações ao Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas na Europa.

Portugal já manifestou interesse em avançar, assim como a Roménia e a França para este cartão electrónico recarregável para ajudar as famílias mais carenciadas na aquisição de bens de primeira necessidade.

Numa altura em que o programa público de combate à fome já não está a conseguir dar resposta a todos os pedidos de ajuda em Portugal.

Segundo jornal Público a oferta de cabazes duplicou no último ano - passou de 60 mil para 120 mil beneficiários mas em algumas regiões do país, já tem centenas de pessoas em espera para ajuda alimentar.

É exemplo a misericórdia de Almada que antes da pandemia, chegava a 278 pessoas. Hoje abrange mais de 550 mas tem 270 pessoas em lista de espera.

Banco Alimentar a lutar contra a fome há 30 anos

O Banco Alimentar Contra a Fome fez em janeiro 30 anos. Sem recolhas físicas nos supermercados por causa da pandemia, a missão de sempre continua a ser cumprida: combater a fome levando alimentos a quem mais precisa.

Os 30 anos trazem com eles o período mais exigente de sempre. A pandemia mostrou que há mais fragilidade entre os portugueses. Dos armazéns saem, em média, quatro toneladas de alimentos por dia destinadas às mais de duas mil instituições que prestam apoio a quem mais precisa.

Em tempos desafiantes e sem a ajuda das recolhas físicas, a missão de todos é ainda mais importante e continua a ser a mesma: ajudar.

  • A escola como uma gigantesca perda de tempo

    País

    Pode ser Eva. Fez um teste de Geografia e foi a única da turma a ter negativa. Dos seus olhos formosos e inexpressivos, num rosto negro como o touro do Herberto Helder, ruíram-lhe duas lágrimas. Mas daquelas que represam tanta água - tanta mágoa - que deixam cicatrizes aquosas. 43%.

    Opinião

    Rui Correia